Quinta-feira, 16 de Julho de 2009

NANOTECNOLOGIA DE BRAGA: INVESTIGAÇÃO A PARTIR DE 2010

O Conselho Científico do Laboratório Internacional Ibérico de Nanotecnologia (INL) de Braga e os seus investigadores principais vão decidir a configuração dos laboratórios e respectivos equipamentos, de forma a que a investigaçao científica comece em 2010.
Fonte da direcção do INL citada pela Lusa adiantou esta quinta-feira [16 de Julho] que, além da investigação que será produzida por 200 cientistas - apoiados num quadro de pessoal técnico e administrativo de igual dimensão - o Instituto "apoia directamente as redes dos laboratórios de investigação em nanotecnologias em Espanha e Portugal, financiando projectos de investigação conjuntos e a formação de jovens cientistas".
O Presidente da República, o Rei de Espanha, o Primeiro-Ministro de Portugal e o Presidente do Governo de Espanha inauguram esta sexta-feira [17 de Julho], em Braga, o Instituto Internacional Ibérico de Nanotecnologias (INL), um investimento comum aos dois países, que está a recrutar 200 cientistas em todo o mundo.
A inauguração do edifício "marca o lançamento da campanha internacional de apresentação do organismo e de promoção do recrutamento dos melhores cientistas, à escala internacional".
O Conselho Científico do INL tem sete cientistas, - um deles Prémio Nobel da Física - dois alemães, um suíço, um espanhol e três norte-americanos.
Entre os sete cientistas conta-se o suíço Heinrich Roher, Prémio Nobel da Física em 1986 pela invenção, com o cientista Gerd Binnig, do "Microscópio de Varrimento de Efeito de Túnel", quando trabalhava no Laboratório de Investigação da IBM em Zurique, Wollerau, Suíça.
O INL é dirigido pelo espanhol José Rivas Rey, catedrático da Universidade de Santiago de Compostela.

Lançado por Tratado Internacional subscrito por Espanha e Portugal, visa atrair cientistas de todo o mundo e reforçar a capacidade científica e tecnológica dos dois países. Para reforçar a capacidade de atracção de "massa cinzenta", o INL e o MIT (sigla de Instituto de Tecnologia de Massachusetts) subscreveram, em Maio, um acordo de cooperação para o recrutamento conjunto, para o primeiro, de cientistas de nanotecnologia à escala internacional.
Ocupa um espaço com 47 mil metros quadrados disponibilizado pelo Município de Braga nas imediações do "campus" da Universidade do Minho, dividindo-se nos espaços de "Micro e Nanofabricação Central", "Laboratório Central de Microscopia com Sonda de Varrimento", "Recursos Centrais de Biologia e Bioquímica" e "Laboratório Central de Caracterização Estrutural e Interface".
Assume como objectivo a cooperação internacional com os vários pólos de investigação mundiais, privilegiando embora as parcerias europeias e com países da América do Norte, América Latina e alguns Estados da Ásia.

Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

CAVACO, JUAN CARLOS, SÓCRATES E ZAPATERO
INAUGURAM LABORATÓRIO IBÉRICO DE NANOTECNOLOGIA

O Presidente da República Portuguesa, Cavaco Silva, o rei Juan Carlos, de Espanha, o Primeiro-Ministro de Portugal, José Sócrates e o Presidente do Governo de Espanha, José Luiz Zapatero, inauguram esta sexta-feira (17 Julho), em Braga, o Laboratório Internacional Ibérico de Nanotecnologia.
De acordo com uma nota emitida pela Presidência da República, na cerimónia vão estar igualmente presentes, além do anfitrião Presidente da Câsmara Municipal de Braga, Mesquita Machado, alguns membros dos governos e outras entidades dos dois países.
No Laboratório Internacional Ibérico de Nanotecnologia (INL) - um centro de investigação resultante de uma parceria entre os ministérios da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal e da Ciência e Inovação de Espanha - vão trabalhar investigadores dos dois países e de várias outras nacionalidades, informa a mesma nota.
O PIDDAC, Plano de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central, prevê para 2009 uma verba de 37 milhões de euros destinados ao financiamento do INL cuja construção começou, este ano, em Braga.
O laboratório, que tem um investimento anual previsto de 30 milhões de euros, resulta de um Memorando de Entendimento que os ministérios da Educação e Ciência de Espanha assinaram em 19 de Novembro de 2005 para a criação e operação conjunta de um Instituto de Investigação e Desenvolvimento.
O Instituto Ibérico de Nanotecnologias ocupa 14 mil metros de área laboratorial, num edifício de cerca de 20 mil metros quadrados, cuja primeira pedra foi lançada na XXIII Cimeira Ibérica, que se realizou nos dias 18 e 19 de Janeiro de 2008 em Braga.
O objectivo é que o centro esteja concluído em 2010/2011, embora o funcionamento da primeira fase se inicie já agora.
Situado junto ao 'campus' de Gualtar da Universidade do Minho, num terreno municipal de cinco hectares, esta estrutura vai dedicar-se à investigação na área das nanotecnologias e possuirá várias oficinas, laboratórios, uma biblioteca, auditórios e um espaço para instalar visitantes de curta duração.
Será também dotado com um Centro de Ciência Viva para que seja mostrado à população o trabalho que lá se desenvolve.

FOLCLORE DOS QUATRO CANTOS DO MUNDO EXIBE-SE EM BRAGA

República Checa, Geórgia, Itália, Colômbia, Guiné Bissau, Bélgica, Taiwan e Ucrânia são os países que a 30 e 31 de Julho e 1 de Agosto se fazem representar através danças, cantares e etnografia na décima primeira edição do Festival Internacional de Folclore de Braga.
Promovido pelo Pelouro Municipal da Cultura, no certame, que tem por palco a Avenida Central, participam, a par dos locais Rusga de São Vicente-Grupo Etnográfico do Baixo Minho, Grupo Folclórico Este São Mamede, Grupo Folclórico da Associação “Os Sinos da Sé”, Grupo Folclórico Gonçalo Sampaio e do nacional Grupo de Pauliteiros de Palaçoulo (Miranda do Douro), os internacionais “Folk Dance Group Ayfas” (República Checa), “Folkart - Georgian Folk Dance Company” (Geórgia), “Grupo Folkloristico “Terra del Sole” (Itália), “Corporation Cultural Danzat” (Colômbia), “Associação “Mon na Mon” (Guiné-Bissau), “Krekels Folk Group” (Bélgica), “Taywan Folk Music Ensemble” (Taywan) e “Folk Dance Ensemble “Volynianochka” (Ucrânia).
O primeiro dia (30 de Julho) é marcado pela animação das ruas e praças do centro da cidade (16h00) e por um desfile de apresentação dos grupos participantes, na Avenida Central (21h30), bem como pelas actuações da Rusga de São Vicente e do “Folk Dance Group Ayfas” (República Checa).
No segundo dia do festival propriamente dito (31 Julho) actuam a Folkart - Georgian Folk Dance Company” (Geórgia), “Grupo Folkloristico “Terra del Sole” (Itália), “Corporation Cultural Danzat” (Colômbia), Grupo Folclórico de Este São Mamede (Braga), “Associação ‘Mon na Mon’” (Guiné-Bissau) e Associação “Os Sinos da Sé” (Braga)
Para a segunda passagem (1 de Agosto, 21h30), em que se destaca a participação do Grupo de Pauliteiros de Palaçoulo, estão reservadas as actuações das colectividades oriundas da Bélgica, Taywan, Ucrânia, e, novamente, de Guiné-Bissau, que encerra o certame, ao lado do Grupo Folclórico Gonçalo Sampaio.
Onze anos após a primeira edição, a Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Braga, Ilda Carneiro, antecipa um festival de «particular interesse para os bracarenses», que preenche «de forma feliz um vazio existente na esfera da cultura popular, vindo de encontro a uma necessidade sentida pelo público mais identificado com a cultura etnográfica, que aqui encontra uma mostra internacional de grande qualidade e diversidade».
Sobre o Festival Internacional de Folclore de Braga, cujo sucesso e elevada adesão a responsável pelo Pelouro da Cultura atribui também ao «modelo programático, assente numa jornada desenvolvida ao longo de todo um fim-de-semana, e na participação de onze grupos, subdivididos em representação local, nacional e internacional», Ilda Carneiro reafirma ainda a consolidação, do ponto de vista socio-cultural, e a constituição de «uma referência segura no quadro dos festivais internacionais de folclore realizados no país», pois, «para além de ser reconhecido, é também desejado por numerosos grupos, que aguardam uma oportunidade de pontificar no programa».
O festival, que este ano reúne em Braga o folclore de oito países diferentes, conta ainda com a colaboração de uma comissão técnica composta pelos grupos folclóricos bracarenses Gonçalo Sampaio, Rusga de São Vicente e Associação Cultural e Festiva “Os Sinos da Sé”.

Terça-feira, 14 de Julho de 2009

HABITAÇÃO SOCIAL À MODA DE BRAGA...

«As políticas de habitação social que têm sido adoptadas em Braga poderão vir a inspirar as medidas estratégicas com que o Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana se propõe nortear o Plano Estratégico da Habitação até 2013. A proposta é feita em jeito de recomendação ao instituto afecto à Administração Central por um grupo de 14 especialistas, que foi responsável pela elaboração do estudo nacional “Diagnóstico de dinâmicas e carências habitacionais”.
Depois de um longo período em que apenas seguiu o modelo da construção de bairros sociais, a política de habitação social do município bracarense tem, nos últimos tempos, privilegiado a aquisição de apartamentos dispersos pela cidade, muitos dos quais são recuperados pela Empresa Municipal de Habitação (BragaHabit), sendo depois entregues a famílias em situação de pobreza.
Os autores do extenso documento consideram que a prática de aquisição e recuperação de fogos degradados para realojamento de famílias carenciadas que tem sido seguida pela empresa municipal responsável pelo sector da habitação social é «inspiradora de novas soluções».
A importância de uma análise cuidada a dedicar ao modelo de realojamento adoptado em Braga, que é também seguido nos concelhos de Guimarães, Porto, Castelo Branco, Benavente e Lagos, é suportada em várias vantagens, que começam na vertente financeira e terminam num modelo mais favorável de intregração social, em que são minimizados os riscos de conflito cada vez mais associados à massificação.
Comparando os programas de apoio ao realojamento, o estudo sustenta que uma das grandes vantagens da reabilitação reside em não contar para a capacidade de endividamento dos municípios. «Mas a construção nova já entra», sublinha o documento, para quem o maior êxito das «experiências mais inovadoras no campo da habitação são geradas em áreas geridas e dinamizadas por Gabinetes Técnicos Locais», como acontece em Braga e Guimarães.
A convicção de que a política de aquisição e recuperação de habitações degradadas é também vantajosa ao nível da reabilitação da imagem das cidades, que deixam de ter os imóveis “a cair”, é uma outra razão que leva os autores do documento de diagnóstico a sugerir ao Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana que exerça a sua influência junto das câmaras, no sentido de aderirem às soluções consideradas inovadoras. Até porque são as que mais se adequam ao «espírito de emergência» do Plano Especial de Realojamento, acrescenta o grupo de 14 técnicos que elaborou o “Diagnóstico de dinâmicas e carências habitacionais”».

ECOPARQUE "SUBSTITUI" ATERRO SANITÁRIO DA SERRA DO CARVALHO

«Ecoparque Braval. É assim que, a partir de 6 de Agosto, vai chamar-se o actual aterro sanitário gerido pela Braval, que contempla os municípios de Amares, Terras de Bouro, Vila Verde, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho e Braga.
A necessidade de mudança da imagem da empresa surgiu de um novo paradigma no que concerne aos resíduos: a valorização. Trinta milhões de euros é quanto a Braval vai investir para deixar de ser um aterro sanitário e transformar-se num ecoparque.
Trata-se de um "momento histórico", segundo Pedro Machado, director-executivo da empresa intermunicipal. As verbas necessárias à concretização dos novos investimentos vão sair do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).
"Enquanto a Braval começou, há 13 anos, como aterro sanitário com uma estação de triagem, o novo ecoparque aposta no novo paradigma que é a valorização dos resíduos", explicou Pedro Machado.
Com a inovação, "a partir de agora, só o que não tem valor a nível de reciclagem é que vai para o aterro. Por isso, aquele equipamento passa de figura principal a mero figurante e as outras personagens passam a ser as unidades transversais agregadas e que visam valorizar os resíduos a montante", explica.
O novo ecoparque terá várias unidades que criam valor, como o ecocentro, a unidade de resíduos, equipamentos eléctricos e electrónicos, a unidade de valorização de biogás, a unidade de resíduos hospitalares, o canil intermunicipal e a central de valorização orgânica, a criar até finais de 2010. Em funcionamento estão já a unidade de produção de biodiesel, o armazenamento de resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos fora de uso, a unidade de resíduos hospitalares, e o ponto de recolha de pneus usados.
O novo projecto da Braval prevê, ainda, a criação de um canil/gatil intermunicipal com um espaço crematório que "vai permitir tratar os problemas resultantes dos animais que são deixados na rua, fenómeno que causa alguns embaraços ao nível da saúde pública"». [Pedro Antunes Pereira/JN]

Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

UMA BANHOCA NA FONTE...

SEMPRE DISPOSTOS PARA UMA... SERENATA

OH EEEEEEEEELSA... DEIXA VER A TUA ROUPA...

MENINAS, VAMOS AO VIRA...

SANTAMARIA... DE BRAGA

UMA HISTÓRIA DO CANUDO POR ONDE SE VIA BRAGA

GIGANTONES DA EQUIPA ESPIRAL ABREM "SIC AO VIVO"

Os "Gigantones e Cabeçudos" da Equipa Espiral abriram o "SIC Ao Vivo" que está a ser transmitido a partir da Avenida Central, em Braga.

Sábado, 11 de Julho de 2009

"SIC AO VIVO" NA AVENIDA CENTRAL

A Avenida Central, em Braga, serve de palco à emissão de “SIC ao Vivo” de segunda-feira (13 de Julho), assim se iniciando a “digressão” minhota deste programa televisivo.
Com a participação de três ‘trios’ de apresentadores – Nuno Eiró, Vanessa Oliveira e Raquel Strada; Merche Romero, Nuno Graciano e Ana Rita Clara; José Figueiras, Liliana Campos e Rui Pego (a que se juntam ainda Iva Lamarão e João Manzarra) – o ‘SIC ao Vivo’ regista ainda a participação de caras bem conhecidas do público, como são os casos de Simone de Oliveira e do humorista César Mourão.
«Conhecimento. Nacionalidade. Diversidade. Humor. Verão. Entusiasmo. São algumas das palavras que caracterizam este programa que prima, não só pela inovação, mas pela ambição de aproximar a SIC e o público espectador através da permanente interactividade, seja através de conversas, jogos, passatempos, momentos de música, desafios colocados ao público e mesmo aos apresentadores», assim é apresentado pela estação emissora.

Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

DIRECTOR ARTÍSTICO DO THEATRO CIRCO:
«UM PROGRAMADOR É UM ESPECTADOR "AO CONTRÁRIO"»

«Criar uma identidade para o Theatro Circo de Braga é a tarefa que ocupa Paulo Brandão desde há três anos. Conquista o seu "espaço de liberdade" com uma programação em que pontificam nomes da música independente norte-americana, mas rejeita que as suas escolhas sejam classificadas de alternativas. Defende os benefícios de um trabalho continuado e a importância de criar condições para a criação.
Por Raquel Ramalho Lopes/RTP
O que é, para si, programar?
É tornar-me numa espécie de espectador invertido, colocando-me no lugar do espectador e escolher aquilo que gostaria de ver. O programador é um espectador "ao contrário", mas será sempre um confronto com a realidade. Numa estrutura, o programador não depende só de si mas também de um conjunto de influências desde o espaço que está a programar, a cidade, os contactos, os conhecimentos, a situação do país, do mundo... tudo influencia as nossas escolhas como programadores. [No momento da escolha], as coisas mais impensáveis podem acontecer e até num nível instintivo. O espectador também tem esse jogo de instinto. Ora apetece-lhe ver este artista, ora escolhe um texto. Às vezes não percebemos. Mas também não é importante que se perceba. Importante é que façamos esse duplo exercício de ser espectador quando precisamos de ser e programador quando temos de programar. Tenho a necessidade de estar como espectador, mas sempre numa atitude crítica. Um programador que não vê, que não sente o pulsar do que está a acontecer a todo o momento, engana-se. O programador tem de sentir o que faz, porque só assim consegue colocar-se no lugar do espectador. Acredito que pelo facto de ver e escolher o que vi e gostei, porque se criaram momentos, transportando-as para o Theatro Circo ou outro espaço, as coisas também funcionem da mesma maneira. É evidente que há escolhas que obrigam a um trabalho um pouco diferente. No Musa - Ciclo no Feminino, certas escolhas não são muito evidentes. Por exemplo, a Kaki King (Estados Unidos) é para mim uma das grandes criadoras do momento na área da guitarra e muito pouca gente a conhece em Portugal, não tem discos editados no país... Como é que prepara a vinda de um artista que grande parte do público não conhece?
A preparação é um somatório de passos, desde a escolha da fotografia para o muppie, as informações que saem para as rádios e jornais, a publicidade, as redes ao nível da Internet (myspace, youtube, blogues), ao passa-palavra. Tudo isso tem de me permitir e acredito que vou ter, no mínimo, 300 pessoas na sala e acredito que chegue às 500. Porquê? Porque há uma série de passos e de conquistas que nós temos de fazer.
Temos mesmo de criar uma identidade para os espectáculos dentro da identidade do Theatro Circo, que já existe e vai existindo conforme o que vamos fazendo. A escolha de um determinado artista serve também para criar uma identidade.
Vou tentar explicar o que a Kaki King pode trazer de novo em termos de público. Primeiro, é uma excelente guitarrista. Segundo, é muito diversa, tem três discos completamente diferentes, o de estreia é totalmente acústico mas o terceiro já quase todo com guitarra eléctrica. Terceiro, tem canções, ela não cantava e começou a cantar. Quarto, tem aspectos a nível biográfico que devemos potenciar: lidera uma comunidade gay muito forte nos Estados Unidos. Quinto, tem uma excelente imagem e o que está a fazer é algo muito poético. Sexto, a rede, os jornalistas que conhecem bem o mercado sabem quem é e certamente que vão pegar na Kaki King. Esse somatório de coisas vai criar o desejo de vir ao Theatro Circo e de conseguir reunir uma comunidade entre 300 a 500 pessoas, espero.
A programação é um pouco alternativa. Que características destacaria?
Eu não diria que seja alternativa... Gosto dessa palavra mas não diria que seja alternativo, porque penso a programação como um somatório de aspectos. Não posso focalizar a programação apenas no que é alternativa, tenho de olhar a programação ao longo destes três anos e dos seguintes, ao longo daquilo que formos fazendo. Não posso fazer programação só de hits, não posso ter espectáculos só de grande público.
Vamos fazer Pedro Abrunhosa no dia 24 de Julho e a Kaki King no dia 11. Um português muito conhecido do grande público e uma americana muito pouco conhecida. Vamos ver qual é a diferença de público.
Desde 2006 até agora o que mudou, o que foi sendo aperfeiçoado?
O primeiro ano de programação do teatro foi um ano de tentar criar uma identidade em termos programáticos, fazendo a ligação à cidade, criar as rotinas na estrutura de funcionamento, bilheteira, parte técnica, palco, criação de público e visibilidade. No segundo ano, começamos a trabalhar mais seriamente com a cidade, o que tem vindo a crescer. Mensalmente temos actividades ligadas à cidade de Braga, desde as tunas até ao fado, passando pelo cinema e vídeo, aniversários ligados às rádios, etc que temos vindo a trabalhar e essa ligação tem obrigatoriamente de existir e tem vindo a melhorar.
Qual é o perfil do teatro, segundo o acordo definido com a autarquia da Braga? De que forma poderá a sua actividade ser considerada um exercício de poder?
O objectivo é ter uma programação ecléctica, virada para a cidade, mas também que crie identidade a nível nacional, para atrair públicos a Braga.
É evidente que programar é um exercício de poder, mas que pode esconder muitas dependências. É o que também acontece com os partidos políticos. Porque é que se escolhe determinada gente ou grupo para trabalhar? Porque não escolhe outro? Porque favorece este e não aquele? Há múltiplas interrogações a fazer. Nesse aspecto acho que sou absolutamente livre porque não tenho compromissos com nada nem com ninguém, não devo favores a ninguém e ninguém me deve favores.
Acho que faço o exercício de poder pelo valor das coisas. O meu valor como director artístico e como programador é aquilo que eu faço e que consigo fazer. Esse é o meu valor e a minha liberdade. Nós temos este exercício de poder, enquanto nos permitirem que o tenhamos. Se deixar o Theatro Circo, deixo de ter esta estrutura, esta equipa e a possibilidade de ter esta liberdade. Se não estiver a fazer nada, aí é que estou preso e não consigo expandir aquilo que acho que deve ser...
Que papel têm as estruturas de criação no Theatro Circo?
O Theatro Circo tem uma longa história e uma imensa tradição. A memória criada ao longo de quase um século não deixou de existir só pelo facto de o teatro ter sido renovado e nesse período ter estado encerrado. Até então era sobretudo uma estrutura de acolhimento, embora com uma estrutura residente, que é a Companhia de Teatro de Braga (a partir de 1987). [Hoje] é apenas uma estrutura residente, de produção independente ao Theatro.
Quando reabrimos em 2006, passámos a criar produções próprias ou co-produções. Entre as nossas produções mais recentes estou a lembrar-me do "Maldoror", com os "Mão Morta", produzido com a "Imetua", do "Day of the Dead", uma co-produção com artistas americanos liderada pela Julie Atlas Muz, de produções criadas de raiz no Theatro Circo desde festivais e ciclos, como o "Burla - Festival do Burlesco" e o "Musa - Ciclo no Feminino". Fazemos convites aos artistas que foram pensados e criados por nós.
Para serem apresentados unicamente aqui...
Exactamente e não vão a mais lado nenhum. Outras produções, sobretudo na área do teatro, vão circulando. O Theatro Circo é uma estrutura muito 'sui generis', no sentido em que, embora não tenha uma estrutura de co-produção interna - porque teríamos de ter outros meios, quer físicos, quer humanos - não deixa de as fazer. Acabamos por ir um pouco mais longe do que uma estrutura de acolhimento. Hoje em dia são raras as que são apenas estruturas de acolhimento, porque é algo muito pouco aliciante e até preguiçoso. Somos como que obrigados, mesmo que não queiramos, (senão) ficaríamos isolados. Há necessidade de criar redes, que nos obrigam a contribuir e a criar.
Têm Serviço Educativo?
Não, não temos, mas temos a valência de Serviço Educativo. Mais uma vez, embora não tenhamos não quer dizer que não façamos mais e melhor do que estruturas que têm Serviço Educativo. Criamos uma relação muito próxima com algumas estruturas da cidade, nomeadamente a escola Calouste de Gulbenkian na área da música e a Arte Total na área da dança, para poder fazer workshops, ateliers...
Quem são os seus públicos?
Sobre os públicos do Theatro Circo só posso responder empiricamente. Tivemos um estudo feitos por alunas finalistas da Universidade do Minho, com inquéritos feitos internamente, que nos pode servir um pouco de amostra, embora não seja um estudo feito massivamente e cientificamente mais aproximado. Sabemos que vem de toda a região Norte (Fafe, Guimarães, Porto), mas, dependendo dos espectáculos, se a proposta for interessante, vem de Espanha.
Percebemos, principalmente em Maio, que foi um mês muito forte - actuaram "Anthony and the Johnsons", Andrew Bird e "Wilco" -, que tivemos acima de 300 espanhóis. É um público potencial. Então como é que vamos tentar chegar lá? Obviamente que tentaremos usar alguns canais de comunicação, como a imprensa e as rádios de Vigo, fazer um bom trabalho com quem aluga os autocarros e vende bilhetes em Espanha, porque é um público que vem preencher a cidade.
Eu faria o exercício ao contrário. Gostaria de ter mais público ligado à Universidade. Acho que os alunos estão alheados das manifestações culturais da cidade, à excepção das queimas das fitas. Estamos a trabalhar com alguns professores, com a Associação Académica e com pessoas que lá trabalham para ter um lado de criação afectiva, mas mesmo assim é difícil. Penso que não está relacionado com particularidades nossas, mas com particularidades pessoais.
Como é que classificaria a sua relação com a tutela, a câmara de Braga?
É uma relação profissional. Estou cá desde 2006, tenho passado por momentos muito diferentes. Agora estamos num bom momento, porque uma série de propostas que conseguimos candidatar, ao Ministério da Cultura e à União Europeia, foram apoiadas. Permite-me perceber que vou poder fazer uma programação que vai mais ao encontro daquilo que eu desejo para o Theatro Circo. É
preciso entender que ter a seu cargo um edifício é, na maior parte das vezes, um esforço muito grande para as autarquias, mas também muito gratificante. Muitos louros poderão daí resultar, desde logo servir a população. Ter programação e uma casa a funcionar após o primeiro ano e o "folclore" inicial é raro manter. O facto é que esta autarquia tem mantido e eu, neste momento - avalio as coisas sempre no momento -, sinto-me muito confortável.
A verba aumenta em ano de eleições?
Não, pelo contrário. A verba para programação manteve-se ao longo dos quatro anos. Neste último mês tivemos as boas notícias que as candidaturas tinham sido aprovadas, o que vai melhorar um pouco. Mas a programação está delineada até Dezembro.
A sua programação é influenciada pelas políticas culturais nacionais?
Claro, indirectamente. Desde logo, os apoios que existem do Ministério da Cultura...
A que programas concorrem?
A tudo o que são programas. Agora estamos com o Quadrilátero Urbano, uma candidatura de programação a quatro (Braga, Barcelos, Famalicão e Guimarães) ao QREN II Norte, para 2010, com produções nossas, com circulação, etc. Também concorremos ao Ministério da Cultura, na área da programação. Também vamos conseguindo apoios nos cruzamentos artísticos.
Para onde quer levar o teatro? Quais são os seus principais desafios?
Gostaria de ter uma presença maior de produção própria e fazê-la circular a nível nacional e em 2010 isso vai acontecer de uma forma mais visível.
Vamos ter o espectáculo musical "Amor Entre Cigarras", com texto de walter hugo mãe, música do Miguel Pedro, figurinos, cenário e adereços de Catarina Barros. É uma produção nossa, criada de raiz, que vai circular por Famalicão, Guimarães e mais alguns espaços. Acho que contribui para criar essa identidade que o Theatro Circo tanto quer, gosta e precisa.
Queremos ter uma componente de edição de DVD de espectáculos filmados aqui, com lançamentos. Fizemos isso com "Maldoror", que está no mercado, e algumas edições a nível discográfico. Queremos criar coisas que também fiquem, criar relações com os criativos e artistas, a nível nacional e internacional. Temos provas que temos capacidade para isso mesmo a nível internacional.
Há uma marca autoral na sua programação, que já mantinha na Casa das Artes de Famalicão e que trouxe para o Theatro Circo?
Tento conquistar o meu espaço de liberdade com escolhas que depois servem de referência. Não no sentido de divulgar o nome de Paulo Brandão por tudo o que é sítio, mas gosto que as pessoas reconheçam que tenho capacidade e vou programando coisas que funcionam. Penso que não é com necessidade autoral. Importa é que a estrutura do Theatro Circo funcione e continue a trabalhar independentemente de ser ou não Paulo Brandão o director artístico.
Programa porquê?
Talvez programe porque delegue nos artistas que trago aquilo que gostaria de fazer. Gostaria de ser a suma dos artistas que trago a 100 por cento. Por exemplo, se trago cá a Kaki King é porque me reconheço no que ela está a fazer.
A programação é um exercício de crítica em relação à sociedade?
Absolutamente. Acho que é esse o aspecto mais importante. Acaba por ser um pouco o papel dos ditadores. Muitas vezes ditamos aquilo que achamos que deve ser, mas também devemos ter o bom senso de perceber se estamos errados. O facto é que a realidade de determinados espectáculos ou ciclos funciona de forma diferente em cada cidade e na relação entre as pessoas. Se não for uma sociedade aberta, então vamos "abrir portas". A ideia é precisamente a de abrir, permitir, deixar fluir... Agora, não podemos ter a veleidade de pensar que vamos alterar comportamentos. Temos de ler a cidade e acredito que Braga tenha beneficiado e melhorado socialmente com o aparecimento do Theatro Circo.
Sente-se um ditador?
Não. Quando a minha vinda para cá foi divulgada, em termos mediáticos, saíram algumas crónicas e textos em que eu parecia uma espécie de Messias, para usar um termo de Braga, que tem uma componente religiosa muito forte. A dada altura perguntaram-me: não programa artistas de Braga? Respondi: onde estão? Isto não é uma máquina de fazer artistas ou criadores. É preciso trabalhar e permitir que haja uma continuidade. Neste momento, se formos apontar 20 esperanças para a música nacional encontramos seis a oito bandas de Braga, porque a autarquia criou condições - no Estádio Municipal 1.º de Maio - para ensaios. Neste momento, alguns grupos estão aí com muita força, como os Monstro Mau, Mundo Cão, Smix Smox Smux, peixe:avião, At Freddy's House, Astro Boy, VortexSoundTech. Foram-lhes dadas condições de trabalho e isso tem certamente reflexos.
Também acredito que é necessário criar condições para o aparecimento de criadores. Alguns países fazem-no muito bem. Por exemplo, na Finlândia, a Finish Music Information Center (Fimic), uma associação ligada aos direitos de autor, trabalha e divulga os artistas nacionais. Se eu quiser trazer alguma das suas bandas não pago cachet e as viagens estão pagas. Isso só é possível porque o Estado investe ou cria meios para tal.
UM CONVITE DE MESQUITA MACHADO...
Paulo Brandão (n. 1967, Vila Nova de Famalicão) assume a direcção artística do Theatro Circo em 2006, a convite do autarca de Braga, Mesquita Machado. Foi director da Casa das Artes de Famalicão entre 2002 e 2006, após oito anos como produtor e director de cena no Teatro Nacional de São João. Frequentou a licenciatura em Estudos Portugueses na Universidade do Porto. Actor e encenador, a formação artística foi adquirida durante o curso de Interpretação na Academia Contemporânea do Espectáculo e o estágio em Teatro Naturalista na The Arden School of Theatre (Manchester).
UMA DAS 'OBRAS DO MANDATO'

O edifício de 1915, da autoria de Moura Coutinho, reabriu ao público em 2006, após seis anos de obras de recuperação. A sala principal, cuja tela de boca de cena é do mestre Domingos Costa - discípulo de Silva Porto - tem capacidade para 900 pessoas. O pequeno auditório, de arquitectura moderna e com 236 lugares, e o salão nobre, para 200 pessoas, destinado a conferências, debates e pequenos espectáculos, são outros espaços do Theatro Circo. A Companhia de Teatro de Braga torna-se residente em 1987 e, no ano seguinte, a Câmara Municipal passa a deter 98 por cento do Theatro Circo. A autarquia, através da empresa "Teatro Circo de Braga, SA", suporta parte significativa do orçamento anual de um milhão de euros, para programação e custos fixos. No ano passado, a receita do Theatro Circo cobriu 60 por cento dos seus custos totais. Na programação, traçada sobre as artes de palco - com incidência da música -, está a crescer o espaço para o teatro e dança. Laurie Anderson, Diamanda Galas, Robert Fripp, Al di Meola, Rosa Passos, Phillip Glass, Anthony and the Johnsons, Andrew Bird, mas também Mão Morta, André Sardet e Deolinda actuaram na "nova vida" do Theatro Circo.

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

"IBÉRIA, A LOUCA HISTÓRIA DE UMA PENÍNSULA" ENCERRA O "MIMARTE'09"

O Peripécia Teatro, de Vila Real, escolheu “Ibéria – A Louca História de Uma Península” para trazer ao “Mimarte’09”. As más condições climatéricas impediram a representação agendada. É por isso que o grupo sobe esta terça-feira (7 Julho) ao palco do rossio da sé (22h00) para encerrar o Festival de Teatro de Braga.
Este trabalho dramático aborda, de forma satírica, episódios históricos como a Batalha do Salado, Inês de Castro, Viriato e Numância, Aljubarrota ou Tratado de Tordesilhas, entre outros que ligam Portugal e Espanha ao longo de mais de mil anos.
Num palco vazio surgem três actores – Noelia Domínguez, Sérgio Agostinho e Ángel Fragua – que consigo carregam apenas um pequeno manual de instruções para uma fugaz e hilariante viagem pela História da Península Ibérica.
Lançados num confronto entre o absurdo, a ironia e o humor, os personagens lutam com lendas, factos históricos e episódios inesperados, num cenário que tão rapidamente os coloca no centro de uma batalha entre portugueses, castelhanos e muçulmanos como os coloca de cara a cara com a Padeira de Aljubarrota.
Por entre viagens nas frotas de Vasco da Gama e Cristóvão Colombo, os protagonistas do trabalho dirigido por José Carlos Garcia encarnam ainda Camões e Cervantes e contam as lendas de Inês de Castro e de Numância, assediada pelos romanos, ao mesmo tempo que são transportados para a realidade da Dinastia Filipina.

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

SAÚDE: 10 MILHÕES EM INFRAESTRUTURAS ATÉ FINAL DO ANO

«O Secretário de Estado da Saúde garantiu, esta segunda-feira [6 Julho] em Braga que a construção do novo hospital da cidade «é um processo irreversível», mesmo que o Tribunal de Contas exija algum acerto no contrato de concessão.
Manuel Pizarro adiantou que o novo Hospital de Braga está já a ser construído embora falte o visto do Tribunal de Contas: «trata-se de um processo muito complexo e há que respeitar os termos da lei», frisou, adiantando que, se o tribunal puser em causa algum aspecto, o mesmo será corrigido no contrato de parceria entre o Estado e os investidores privados.
O novo Hospital de Braga terá 700 camas e 12 salas de cirurgia, representando um investimento inicial de 200 milhões de euros.
O contrato assinado com um consórcio liderado pela empresa "José de Mello Saúde" prevê um valor global de investimento, ao longo de 30 anos, de quase 800 milhões de euros.
O governante falava aos jornalistas no final do lançamento da primeira pedra de duas novas unidades de saúde em Braga, em Infias e em Celeirós, obras orçadas em 3,4 milhões de euros.
O acto contou com a participação do Presidente da Câmara Municipal, Mesquita Machado, do Governador Civil, Fernando Moniz, e de autarcas e autoridades de saúde.
O Secretário de Estado justificou o lançamento das duas empreitadas com o facto de cidades como Braga terem crescido muito nos últimos anos, não tendo algumas das suas unidades de saúde acompanhado esse crescimento.
«Procuramos que o Serviço Nacional de Saúde se requalifique e acerte o passo com a evolução da sociedade», disse, frisando que o lançamento de obras pelo Estado numa fase de crise económica internacional estimula a economia e o emprego.
A Unidade de Saúde de Infias, um investimento de 1,6 milhões de euros, vai situar-se na Rua Nova de Bico, nas imediações da Escola de Educação Rodoviária; enquanto que a de Celeirós, que custará um milhão de euros, se localiza na Avenida 17 de Dezembro, nos acessos ao Parque Industrial.
Recentemente, o Ministério da Saúde anunciou que vai investir, até final de 2009, 10 milhões de euros em infraestruturas médicas no distrito de Braga, designadamente em obras e aquisição de equipamentos.
No âmbito deste pacote já arrancaram, no final de Maio, as obras da Unidade de Saúde do Carandá, uma das principais da capital do Minho, para as quais foram orçamentados 1,8 milhões de euros.
A intervenção - construção e equipamento - vai durar, no mínimo, um ano a reformular por inteiro o edifício situado no aglomerado urbano. Esta unidade vai continuar a funcionar em simultâneo com as obras, obrigando a desviar algumas valências e serviços para outras unidades e extensões de saúde da cidade.
Também um milhão de euros é o valor da junção das extensões de Sequeira e Cabreiros, cujas obras deverão arrancar no final do ano. A nova extensão nascerá numa antiga escola primária cedida pela Câmara Municipal de Braga, situada em Sequeira, perto de Cabreiros». [
Lusa/SOL].

ABRUNHOSA, UM CONCERTO DE ÊXITOS, NO THEATRO CIRCO

Incontornável no panorama musical português, Pedro Abrunhosa traz ao Theatro Circo, a 24 de Julho (22h00), os temas mais emblemáticos que ao longo de uma já sólida carreira apresentou ao lado dos “Bandemónio”, colectivo que conquistou o reconhecimento nacional logo a partir do lançamento do álbum de estreia intitulado “Viagens” e distinguido com três “discos de platina”.
Com formação musical iniciada e aprofundada na área do jazz, foi com o registo “pop rock” que Abrunhosa encontrou as grandes audiências que o acompanham ao longo de 15 anos preenchidos por centenas de concertos e pelo lançamento de vários trabalhos discográficos.
Autor e intérprete de temas que atingiram o estatuto de “hinos” e integraram várias bandas sonoras de trabalhos cinematográficos nacionais, lançou em 1994 o primeiro projecto de género assumidamente “rock” que abriu caminho para a nova linguagem musical materializada nos trabalhos “F” (1995), “Tempo” (1996), “Silêncio” (1999), “Momento” (2002), “Palco” (2003), “Intimidade” (2005) e “Luz” (2007).
Além dos recentes “Pontes Entre Nós”, “Quem Me Leva os Meus Fantasmas”, “Ilumina-me” ou “Tenho Uma Arma”, o cantor portuense traz ainda ao Theatro Circo êxitos como “Se eu fosse um dia o teu olhar”, “Tudo o que eu te dou”, “Beijo” ou “Diabo no Corpo”, entre muitos outros.
Simultâneo à carreira musical que o levou a partilhar o palco com músicos como os brasileiros Lenine, Zélia Duncan, Elba Ramalho ou Zeca Baleiro ou a luso-canadiana Nelly Furtado, Abrunhosa dedicou-se ainda à participação em várias peças de teatro, à edição de livros e à realização de ciclos de conferências.
Os ingressos para este concerto, a 15 e 20 euros, estão disponíveis nas bilheteiras do Theatro Circo.
Mais informação
: Luciana Queirós da Silva (
imprensa@theatrocirco.com ou 913 093 094) ou em www.abrunhosa.com, www.theatrocirco.com, reservas@theatrocirco.com e no “call center” 253 203 800.


Mesquita Machado em Parada de Tibães:
«SONHÁMOS, QUISEMOS, ESTAMOS A FAZER E VAMOS FAZER»

«Pela primeira vez, Parada de Tibães comemorou ontem [domingo, 5 Julho] o ‘Dia da Freguesia’ com muita música e, claro, bons petiscos. E tudo por boas causas: unir o povo e ajudar a futura Associação de Ajuda e Bem-Estar de Parada de Tibães.
O Rancho Folclórico de São Martinho de Tibães ‘aqueceu’ os ânimos, para depois o cantor ‘Quim Barreiros’ pôr toda a gente a cantar e a dançar as músicas mais conhecidas. A festa não terminou sem a subida ao placo do grupo ‘Renascer’. Entre a música houve tempo para inaugurações e, claro, petiscar no bar que esteve aberto durante a festa.
“Conseguimos colmatar uma lacuna da freguesia, até porque há dois anos deixou de se realizar, também, a festa em honra de São Sebastião”, começou por justificar o presidente da Junta de Freguesia de Parada de Tibães, António Vaz, admitindo que a festa surge como forma de “manter a vida comunitária”.
A proposta de se comemorar o Dia da Freguesia foi levada a reunião da Assembleia de Freguesia. “Tínhamos indicado dois dias: a 17 de Fevereiro, que se comemora a Batalha de Pedroso, uma batalha que ocorreu aqui no princípio do milénio, e o dia 26 de Junho, dia do padroeiro da terra”, lembrou o autarca, salientando que a escolha recaiu no dia do padroeiro.
“Optámos por comemorar o Dia da Freguesia sempre no primeiro domingo de Julho, que é o mais próximo da data comemorativa do padroeiro”, justificou o presidente, esperando que a festa continue a realizar-se todos os anos.
Numa freguesia com cerca de 900 habitantes, a festa foi “muito” concorrida, também por gen- tes das freguesias vizinhas. A receita do bar, que entretanto, esteve a funcionar durante a festa, destinou-se integralmente a favor da futura Associação de Ajuda e Bem-Estar de Parada de Tibães.
“A associação é uma aspiração que há muito se faz sentir e que tem, a partir de agora, as portas abertas para avançar, embora haja muito trabalho a fazer e muito caminho a desbravar”, referiu, ainda, o autarca.
Entre os muitos habitantes presentes na festa, o ‘Correio do Minho’ falou com Paula Faria. “Estou a achar a festa muito bonita, por isso, deviam fazer mais vezes”, começou por referir aquela moradora de Parada de Tibães.
Também José Alves considerou que “esta festa já devia ter começado mais cedo, porque é preciso unir o povo”. E foi mais longe: “o povo está a começar a sentir que a Junta de Freguesia tem feito alguma coisa e começa, também, a participar e a aderir às iniciativas que se vão realizando”.
Entre danças e ao som das concertinas, o ‘Correio do Minho’ falou, ainda, com Lúcia Vaz, que achou que a festa foi “uma óptima ideia para juntar o povo”. E o certo é que, na opinião desta habitante de Parada de Tibães, “as pessoas começam a sentir-se atraídas e participam nas iniciativas que se realizam”.
E prova disso é a adesão à festa. “Não estava à espera de tanta gente, porque não era normal isso acontecer”, lembrou.
Com a mesma opinião, Inês Pinto frisou o facto desta festa “unir o povo, sobretudo, aquele que vem de fora morar para a terra”. Além disso, “esta é a festa indicada para uma aldeia, que se está a transformar num dormitório e tem muita gente que não era de cá”, afirmou Inês, esperando que a festa continue.
Em dia de festa em Parada de Tibães não faltou a inauguração do renovado Complexo Desportivo de São Sebastião. “Sonhámos, quisemos, estamos e vamos fazer”. Foi desta forma que o Presidente da Câmara Municipal de Braga, Mesquita Machado, concretizou “mais um sonho” da freguesia.
Entre a música do cantor Quim Barreiros, Mesquita Machado deu os primeiros pontapés no novo campo sintético. “Estão todos de parabéns porque souberam escolher um presidente de junta, cujo partido é Parada Tibães”, começou por sublinhar Mesquita Machado, garantindo que António Vaz é “um presidente incansável e que não deixa de solicitar mais melhoramentos para a terra”.
Com o povo em festa, o Presidente da Câmara Municipal de Braga fez questão de evidenciar que o que se pretende é que “as pessoas de Parada tenham mais qualidade-de-vida, acreditando que agora “têm excelentes condições para a prática de desporto”.
O edil bracarense realçou, ainda, o trabalho feito em Parada de Tibães ao longo deste mandato, já que “os sonhos foram quase todos concretizados, por isso, é preciso acreditar naquilo que é possível concretizar”.
O povo de Parada de Tibães, segundo Mesquita Machado, “teve um acto de inteligência, porque escolheu muito bem o presidente”, acreditando que, “assim, também, vai ser no futuro”.
Ainda durante a cerimónia, que antecedeu o ‘primeiro pontapé’ no novo relvado, o Presidente da Junta de Freguesia de Parada de Tibães, António Vaz, agradeceu a participação de todos os presentes, incluindo as “muitas pessoas” de fora da freguesia que se quiseram associar à festa. “Em 2006, o Presidente da Câmara pediu que formulasse cinco desejos e na lista coloquei a segunda fase do parque desportivo, o arranjo urbanístico no adro da igreja, um centro de dia para os idosos, a requalificação da capela de São Sebastião e o complexo desportivo. E hoje parte das promessas estão cumpridas”, assegurou o Presidente da Junta, revelando que “vão avan- çar as obras necessárias na sede da Junta de Freguesia, que vai albergar o centro de dia”.
Sobre o complexo desportivo, António Vaz garantiu que “esta obra ultrapassa as expectativas mesmo dos mais optimistas”. E o Presidente foi mais longe: “ao longo destes seis meses de obra, em que se viveram tempos de crise no país, conseguimos ter empresas a trabalhar e muitos postos de trabalho foram assegurados por causa deste investimento da Câmara Municipal de Braga”.
O projecto de modernização, reabilitação e readaptação do complexo desportivo, inserido na parceria público-privada, incluiu a colocação e aplicação de piso sintético, execução de nova bancada para aproximadamente 250 espectadores, alteração dos percursos e áreas de público/atletas, obras de acabamento e reformulação de bar e wc’s públicos, criação de baía de estacionamento e requalificação do espaço envolvente». [Patrícia Sousa/CM].

Domingo, 5 de Julho de 2009

"DE MALANGATANA A PEDRO CABRITA REIS", EM TIBÃES

«O Mosteiro de São Martinho de Tibães, em Braga, inaugurou ontem [4 Julho] uma importante exposição de arte moderna, composta por 50 obras de diversos autores, que integram a colecção da Caixa Geral de Depósitos. A mostra, que vai estar patente ao público até 22 de Agosto, tem por título “De Malangatana a Pedro Cabrita Reis”, e pretende «colocar em diálogo harmonioso a modernidade com a história do local», que foi a casa-mãe dos beneditinos em Portugal e no Brasil.
Além de um grande número de convidados e da administração da Caixa, a abertura da exposição contou com a presença da Directora Regional de Cultura do Norte, Helena Gil, que agradeceu o empenho da Culturgest em trazer este valioso conjunto de obras ao Norte do país e de ter escolhido um espaço com grande importância e simbologia cultural para o fazer.
A Culturgest convidou o curador Jürgen Bock para este projecto itinerante, tendo em consideração a sua experiência, interesses e conceitos expositivos. Jürgen Bock entende esta tarefa, incorporando no seu trabalho o modo de apresentação das obras e da sua colocação nas arquitecturas que as acolhem, «integrando as obras sem mudar os respectivos espaços».
O curador refere, a propósito, que «as obras experimentadas como herméticas nas suas apresentações em museus, galerias ou mesmo nos catálogos, normalmente, organizadas de maneira ortodoxa, são agora apresentadas em confronto e num contexto de exibição por vezes surpreendente e pouco comum». A instalação destas exposições e respectivos catálogos «procuram aplicar a ideia de construção como contraponto ao regime que equipara o novo, o único, o genuíno e o autêntico à qualidade e objectividade», acrescenta.
A colecção Caixa Geral de Depósitos, criada no princípio dos anos 80, é uma colecção de arte ainda jovem. Revela, no entanto, em tom generoso, a natureza de colecções em permanente estado de reinvenção. Através de rigorosas escolhas expositivas e de um enquadramento crítico das obras seleccionadas, procura-se criar uma justaposição dinâmica das mesmas e assim produzir uma apresentação capaz de oferecer e sugerir ao público novos envolvimentos com autores e obras já célebres, mas também com autores ainda por descobrir». [José Carlos Lima/DM].

Mesquita Machado inaugurou Zona de Lazer, gimnodesportivo e sintético
«SEQUEIRA TEM MAIS TRÊS RAZÕES PARA MEXER AS PERNAS»

«Três cerimónias oficiais apenas numa tarde, contemplando uma só população.Ontem [4 Julho], foi a vez de Sequeira receber Mesquita Machado: o autarca continua o périplo pelas freguesias para inaugurar obras de raiz ou simples melhoramentos.
O presidente da Câmara Municipal de Braga inaugurou a Zona de Lazer da Praceta das Caldas de Sequeira, uma área destinada aos mais jovens com um mini-campo de futebol instalado no local. Depois, o autarca seguiu para o Gimnodesportivo de Sequeira, onde pôde constatar os melhoramentos realizados, sobretudo nos balneários.
Por último, Mesquita Machado fechou com “chave de ouro”, no momento mais aguardado da tarde: cerca de 150 pessoas assistiram à bênção do padre Marcelino Ferreira ao renovado Complexo Desportivo de Sequeira (Campo da Granja), que foi alvo de obras nos balneários e com um novo piso de relva sintético.
Logo após as cerimónias oficiais, Mesquita Machado dirigiu-se aos sequeirenses presentes nas bancadas do Campo da Granja para lhes transmitir os «parabéns» pela escolha que fizeram ao eleger Emiliano Noversa (Partido Socialista) para a Junta de Freguesia. «É um prazer estar aqui com a população de Sequeira. O mérito destas obras deve-se ao presidente Emiliano Noversa, que tem sido incansável para a população ter qualidade de vida», focou o edil, revelando que «brevemente vai ser iniciada a obra do Pavilhão Multiusos. Quem está de parabéns são os sequeirenses, que souberam escolher o seu presidente de Junta», repetiu Mesquita Machado.

Presidente da Junta retribui elogios a Mesquita
«Esperamos mais e melhor no futuro»
Se Mesquita elogiou Noversa, o presidente da Junta de Sequeira retribuiu o gesto e, além de louvar o trabalho da autarquia, não deixou de destacar o trabalho de todas as restantes entidades envolvidas nos três projectos concretizados. «Agradeço a todos os que estão aqui presentes. Estas obras transmitem a qualidade de vida necessária. Agradeço à Câmara Municipal de Braga, que tem sido incansável no apoio a Sequeira. E, como tal, às empresas envolvidas», disse, acrescentando esperar um futuro cada vez melhor para a freguesia a que preside.
«Esperamos mais e melhor para Sequeira. Estas são obras que pretendem servir a população em geral e esperamos que assim seja. A todos, em geral, o meu muito obrigado por esta obra», declarou.
Terminados os discursos de Mesquita Machado e Emiliano Noversa, seguiu-se um lanche para todos aqueles que estavam presentes no Campo da Granja. O prato forte deste “Verde d’ Honra” foram os manjares tipicamente minhotos, sobretudo os grelhados. A “festa” em Sequeira acabou num verdadeiro arraial do Minho.
Complexo de Jogos da Granja sofreu melhoramentos
Com uma área de 620 metros quadrados, a nova Zona de Lazer de Sequeira, localizada numa malha habitacional de cariz rural, significa um investimento de 90 mil euros e tem como objectivo, segundo os responsáveis da autarquia bracarense, fomentar o convívio e a vivência da população local, compreendendo um pequeno campo de jogos, um parque de diversões e um espaço de estadia.
Quanto ao gimnodesportivo, a intervenção camarária incidiu nos balneários, tendo-se desenvolvido em duas fases, num valor global da ordem dos 311 mil euros.
A par da aplicação de um relvado sintético, o Complexo de Jogos da Granja sofreu melhoramentos, desde logo na ampliação do campo de futebol para as medidas oficiais regulamentadas pela Federação Portuguesa de Futebol, o aproveitamento das águas pluviais para o sistema automático integrado de rega, uma bancada para 300 espectadores parcialmente coberta, a criação de percursos diversos para atletas e público e a reformulação das instalações sanitárias para o público». [José Costa Lima/DM].

ENCONTRO SOBRE "PODCASTS" NA UNIVERSIDADE DO MINHO

«Um "Encontro sobre Podcasts" realiza-se nos dias 8 e 9 de Julho, no Auditório B1, do Complexo Pedagógico II da Universidade do Minho, em Braga, e pretende ser um espaço de formação, de partilha e de discussão para todos os que já utilizam podcasts no ensino ou para todos quantos pretendam vir a adoptar e explorar esta ferramenta no contexto do ensino e aprendizagem.
No dia 8 de Julho, Palitha Edirisingha, da University of Leicester (Reino Unido), proferirá a conferência “A Podcasting framework for teaching and learning in higher education” seguindo-se-lhe várias comunicações descrevendo a utilização de podcasts em diferentes níveis de ensino e os princípios a respeitar na sua produção.
O dia 9 de Julho será dedicado a diversos workshops alusivos à temática. O workshop “Podcast com o software Audacity” decorrerá entre as 9h00 e as 10h30, ou entre as 14h15 e as 15h45; o workshop “Vodcast com o Movie Maker”, terá lugar entre as 10h45 e as 12h15, ou entre as 16h00 e as 17h30, e finalmente, o workshop “Screencast utilizando o software Jing”, decorrerá das 12h30 às 14h00, ou das 17h45 às 19h15». [Diário do Minho].

Sábado, 4 de Julho de 2009

PARQUE DA PONTE AINDA A TEMPO DE UMA BIBLIOTECA DE JARDIM

«A vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Braga abriu ontem [3 Julho] a temporada das Bibliotecas de Jardim, uma na Avenida Central e outra no Museu D. Diogo de Sousa. Segundo Ilda Carneiro, o Parque da Ponte pode abrir já em Agosto, podendo acolher a Biblioteca de Jardim que por agora está no Museu D. Diogo de Sousa.
Ilda Carneiro considera que o projecto das Bibliotecas de Jardim foi bem conseguido e está consolidado. «À semelhança dos últimos anos, vai funcionar uma na Avenida Central e outra no Museu D. Diogo de Sousa. Mas quando o Parque da Ponte estiver pronto, em princípio, a Biblioteca de Jardim do Museu D. Diogo de Sousa muda-se para ali», avançou.
A vereadora da Cultura lembrou que o espaço está a ser requalificado e a ideia é dinamizá-lo, para já com a Biblioteca de Jardim; mas no futuro a Câmara Municipal de Braga tenciona colocar ali uma biblioteca permanentemente.
Por agora, em princípio, vai abrir em Agosto e, caso isso aconteça, a Biblioteca de Jardim que está no Museu D. Diogo de Sousa vai ser transferida para o Parque. De acordo com Ilda Carneiro, no futuro, o mais tardar no próximo ano, o Parque da Ponte vai ter uma Biblioteca de Jardim. «Penso que é um espaço lindo e relaxante, ligado à natureza e tem todas as condições para acolher uma iniciativa como esta», disse.
Questionada se não deveria haver mais espaços do género em outras zonas da cidade, a vereadora da Cultura considera que não se justifica. Até porque, em anos anteriores, já se fizeram experiências, nomeadamente em Lamaçães e outros locais e não resultou. «Os miúdos normalmente vêm com os pais à cidade ou vão para os ATL e fica muito pouca gente. Não há essa tradição. Por outro lado, agora, com a abertura da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, as pessoas vão para lá, onde se está muito bem. Tem ar condicionado, está fresquinho. Em anos anteriores, houve experiências no Fujacal, nas Andorinhas e em Lamaçães e não resultaram».
Por isso, a vereadora entende que não se justifica insistência em Lamaçães, apesar do aumento populacional. «As pessoas vivem em Lamaçães, mas têm tendência a vir para o centro. Mesmo os jovens e pessoas de idade, depois do almoço vêm para a cidade», garantiu Ilda Carneiro, tendo a concordância de Lélia Mouro Pinto, chefe de Divisão da Cultura da Câmara Municipal de Braga.
Bibliotecas cada vez mais procuradas

Ilda Carneiro explicou ainda que o pólo de Lamaçães chegou a ter alguma afluência por causa dos computadores, que eram praticamente novidade. «Não havia computadores nas escolas nem os postos de internet como os que actualmente existem pela cidade e muito menos em casa. Era uma forma de chamar as pessoas».
Apesar de não haver números certos, aos responsáveis da Cultura da Câmara de Braga, Ilda Carneiro e Lélia Mouro Pinto garantem que todos os anos há um crescimento de frequentadores dos espaços.
As Bibliotecas de Jardim vão funcionar até ao dia 30 de Agosto, sempre até às 19h00, todos os dias, incluindo aos fins de semana. As responsáveis sustentam que não se justifica o alargamento nem do horário nem para além do mês de Agosto.
À semelhança de outros anos, vai haver alguma dinamização nos espaços, com actividades relacionadas com o livro, nomeadamente incentivo à leitura e hora do conto, acções ainda por agendar.
Os livros são provenientes da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva. Nas Bibliotecas de Jardim não se pode levar livros para casa, uma vez que esta modalidade já existe na Biblioteca Municipal. Os jornais e as revistas são os mais procurados, principalmente de manhã». [
Francisco Assis/DM].

CONTRIBUTOS PARA A MEMÓRIA VISUAL DE BRAGA

«O Museu da Imagem, em Braga, abriu ontem [3 Julho], oficialmente, a exposição de fotografias antigas da cidade de Braga e apresentou o catálogo da colecção privada “Contributos para uma memória visual de Braga”. Os responsáveis pela iniciativa convidam os bracarenses a visitarem a colecção, que recorda Braga aos mais velhos e mostra a cidade antiga aos mais novos.
Rui Prata, director do Museu da Imagem, mostrou-se orgulhoso por poder exibir a colecção. Esta exposição foi inaugurada informalmente no dia 19 de Junho, mas aguardava-se pela elaboração do catálogo, que agora ficou concluído.
«É a primeira vez que o Museu da Imagem expõe uma colecção de originais. A grande maioria das fotografias data do século XIX. São imagens que nos permitem ver a evolução do espaço físico da cidade e algumas transformações, nomeadamente na zona do antigo Campo de Santana, actual zona da Arcada», explicou.
O director do aniversariante Museu da Imagem chamou à atenção para outros pormenores como os trajes, o quotidiano, a pouca quantidade de transeuntes que circulavam naquela altura, o que denuncia uma certa pacatez da cidade.
No auditório, destaque para um conjunto de fotografias que permitem, para além do seu conteúdo, fazer um inventário dos fotógrafos activos na cidade nos finais do século XIX e princípios do século XX.
Rui Prata lembra que o Museu da Imagem cumpre este ano o décimo aniversário. Tem feito um esforço no sentido de descobrir imagens inéditas de Braga, as quais vão contribuindo para enriquecer a história da cidade. «Para os investigadores torna-se uma interessante matéria prima e para o público em geral contribui para a descoberta daquilo que foi a cidade de outrora».
Estão algumas imagens do Arquivo Aliança, cujo espólio está precisamente à guarda do Museu da Imagem.
Recorde-se que a Foto Pelicano e a Foto Aliança também doaram espólio à Câmara de Braga.
Rui Prata agradeceu não só ao proprietário da colecção, o arquitecto Nuno Borges de Araújo, mas também à empresa "Peixoto Rodrigues, L.da", representada pelo engenheiro Jorge Rodrigues, patrocinador do catálogo. «É um homem que tem sido devotado em termos de mecenato na cidade de Braga, de forma especial no campo da cultura», elogiou.
Jorge Rodrigues mostrou-se orgulhoso por poder patrocinar a obra. Confessou que, apesar das dificuldades por que passam as empresas, vale a pena fazer um esforço para apoiar a cultura em Braga. «Sou bracarense e gosto muito de arte. Não podemos centrar apenas no lucro», disse.
Contributo para melhor conhecer Braga
Por sua vez, Ilda Carneiro, vereadora da Cultura da Câmara de Braga, agradeceu a todos aqueles que têm contribuído para o enriquecimento do património e da cultura de Braga, nomeadamente entregando o seu espólio ao Museu da Imagem e explicou o âmbito da exposição. «Este ano, porque comemorávamos dez anos, resolvemos fazer exposições todas dedicadas à cidade de Braga. Com esta exposição podemos dar a conhecer aos bracarenses a evolução e a história da cidade de Braga», disse.
Segundo Ilda Carneiro, estas exposições têm duas vertentes: para os mais jovens, servem para conhecer o que era Braga e assim estabelecerem a diferença; e para os mais velhos, permite-lhes reviver o que era Braga no início do século XX. «Braga é uma cidade com um grande património e é importante que as pessoas o conheçam».
Esta responsável chamou à atenção para uma fotografia da Avenida Central, então com gradeamentos, que depois foram para o Parque da Ponte. As classes que podiam faziam as festas e o povo divertia-se a ver.
«Com estas exposições, damos um grande contributo à população de Braga para o conhecimento da cidade. Para o ano, também estamos a pensar fazer algumas exposições de fotografias com fotógrafos bracarenses», revelou Ilda Carneiro, prometendo, proximamente, dar a conhecer a selecção dos fotógrafos, uma vez que não podem ser todos.
A vereadora da Cultura da Câmara de Braga elogiou o mecenas Jorge Rodrigues, fazendo votos para que seja um exemplo para as outras empresas de Braga. «Se tivermos boas exposições, se tivermos actividades culturais que chamem as pessoas não só do concelho, mas também do exterior, a cultura vai ter impacto na economia», garantiu.
Deixou uma palavra de agradecimento ao arquitecto Nuno Borges de Araújo, proprietário da colecção. A exposição vai estar no Museu da Imagem até ao dia 30 de Agosto. O catálogo está à venda por dez euros» [Francisco de Assis/DM].

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

TRAGÉDIA NO FESTIVAL DE TEATRO DE BRAGA

A tragédia faz-se representar este fim-de-semana no Mimarte’09 através de “Agamémnon” (4, 21h45), pelo Grupo Thíasos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, e de “Édipo Rei”, pelo Grupo de Teatro Clássico Esad-Málaga (5, 21h45). O palco é o Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa.
Recriada a partir da obra de Ésquilo, a representação de “Agamémnon” desenvolve-se em contexto de regresso dos heróis gregos que combateram em Tróia, conflito que levou ao sacrifício de Ifigénia à deusa Ártemis, que decidiu poupar a jovem e transformá-la em sacerdotisa. Supondo a sua filha morta, Clitemnestra, esposa de Agamémnon, engendra um plano de vingança que culmina no assassinato do próprio marido.
Na circunstância encenada por Lia Nunes e interpretada, entre outros, por Ângela Leão, Sónia Simões, Nélson Henrique e Patrícia Ligeiro, “Agamémnon” é a única parte da trilogia “Oresteia” – composta ainda por “Coéforas” e “As Euménides” - a chegar completa à actualidade.
Resultado directo de várias experiências de representação desenvolvidas no seio do Instituto de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, foi em 1998 que a Associação Cultural Thíasos se institucionalizou como grupo.
Com uma vasta experiência na representação de tragédias clássicas, foi com “Os Heraclidas”, de Eurípides, que o grupo “Thíasos” se estreou no Mimarte’01.
Em 2003 apresentou no pátio do Museu D. Diogo de Sousa “Anfitrião”, de Plauto, e em 2004, no mesmo local, representou de Sófocles “As Traquínias”, para no ano seguinte mostrar mais uma interpretação da célebre comédia de Aristófanes “As Mulheres no Parlamento”. Em 2006, regressou ao rossio da sé com “As Suplicantes”.
Para domingo (5), o Pelouro Municipal da Cultura escolheu o clássico “Édipo Rei”, de Sófocles, representado pelo Grupo de Teatro Clássico Esad, de Málaga – Espanha.
Encarnação da luta do ser humano pela descoberta da sua própria identidade e conservação da liberdade de decisão, ainda que errónea ou condutora da própria destruição, a encenação da vida de Édipo, filho de Laio “o surdo” e neto de Lábdaco “o coxo”, leva o protagonista a partir em busca das suas origens, encontrando, desta forma, o destino que acreditava ter evitado.
Para encontrar a si mesmo, Édipo deverá libertar-se das amarras que o mantém sujeito a um mundo acomodado e tranquilo e que este supõe distante de um perigoso vaticínio que assombra o seu futuro.
constituído por alunos da Escuela Superior de Arte Dramática de Málaga, o Grupo de Teatro Clássico traz pela primeira vez ao palco do Mimarte um dos trabalhos daquela que, 62 anos após a sua fundação, ainda se afirma como uma das instituições de ensino artístico mais prestigiadas de Espanha.
Esta décima edição do “Mimarte” prolonga-se até terça-feira (7), no rossio da sé, para a representação da peça “Ibéria – A Louca História de Uma Península”, cancelada por razões meteorológicas.
Para evitar a descontinuidade do festival, o “Tin.Bra – Teatro Infantil de Braga” aceitou o convite para levar ao palco do rossio da catedral um dos seus últimos trabalhos, na segunda-feira (6), às 21h45.

SAÚDE: NOVAS UNIDADES EM INFIAS E CELEIRÓS

O Secretário de Estado da Saúde participa segunda-feira (6 de Julho), em Braga, no acto simbólico de início da construção das Unidades de Saúde de Infias e de Celeirós.
Manuel Pizarro, que é acompanhado pelos presidentes da Câmara Municipal e das respectivas juntas de freguesia, vai estar em Infias às 10h00 e em Celeirós às 10h30.
A Unidade de Saúde de Infias, investimento de um pouco mais de 1,6 milhões de euros, vai situar-se na Rua Nova de Bico, nas imediações da Escola de Educação Rodoviária; enquanto que a de Celeirós, que custará um milhão de euros, se localiza na Avenida 17 de Dezembro, nos acessos ao Parque Industrial.
Conforme foi já anunciado, o Ministério da Saúde vai investir, até final do ano, cerca de 10 milhões de euros em infraestruturas médicas no distrito de Braga, designadamente em obras e aquisição de equipamentos.
No âmbito deste pacote já arrancaram, no final de Maio, as obras da Unidade de Saúde do Carandá, uma das principais da capital do Minho, para as quais foram orçamentados 1,8 milhões de euros.
A intervenção – construção e equipamento – vai durar, no mínimo, um ano a reformular por inteiro o edifício situado no aglomerado urbano. A Unidade de Saúde do Carandá vai continuar a funcionar em simultâneo com as obras, obrigando a desviar algumas valências e serviços para outras unidades e extensões de saúde da cidade.
Também um milhão de euros é o valor da junção das extensões de Sequeira e Cabreiros, cujas obras deverão arrancar no final do ano. A nova extensão nascerá numa antiga escola primária cedida pela Câmara Municipal de Braga, situada em Sequeira, perto de Cabreiros.

SEQUEIRA INAUGURA ESPAÇOS DE DESPORTO E LAZER

A Freguesia de Sequeira, em Braga, inaugura amanhã (sábado, 4 de Julho) um conjunto de equipamentos que a partir de agora disponibiliza ao público. São eles a Zona de Lazer da Praceta das Caldas, o Pavilhão Gimnodesportivo e o Complexo de Jogos da Granja.
O acto inaugural, a que se associa o Presidente da Câmara Municipal e outros membros da Vereação, inicia-se às 17h30, na Praceta das Caldas, seguindo-se-lhe o gimnodesportivo, às 18h00, e o renovado Complexo de Jogos da Granja, agora dotado de piso sintético e outras estruturas de apoio.
Com a área de 620 metros quadrados, a nova Zona de Lazer de Sequeira, localizada numa malha habitacional de cariz rural, significa um investimento de 90 mil euros e cumpre o objectivo de fomentar o convívio e a vivência da população local, compreendendo um pequeno campo de jogos, um parque de diversões e um espaço de estadia.
Quanto ao gimnodesportivo, a intervenção incidiu nos balneários, tendo-se desenvolvido em duas fases, num valor global da ordem dos 311000 euros.
A par da aplicação de um relvado sintético, o Complexo de Jogos da Granja sofreu melhoramentos relevantes, desde logo a ampliação do campo de futebol para as medidas oficiais regulamentadas pela Federação Portuguesa de Futebol, o aproveitamento das águas pluviais para o sistema automático integrado de rega, uma bancada para 300 espectadores parcialmente coberta, a criação de percursos diversos para atletas e público, e a reformulação das instalações sanitárias para o público.

MIMARTE'09: "CAVEMAN, MIM CAÇAR, TU COLHER"

Protagonizada pelo mediático Jorge Mourato, “Caveman: Mim Caçar, Tu Colher” (“Defending the Caveman”) é a comédia em forma de monólogo que amanhã (sexta-feira, 3 de Julho, 21h45, Theatro Circo) anima a oitava noite do Mimarte-Festival de Teatro de Braga.
Espectáculo a solo que mais tempo se manteve em cena na Broadway, “Caveman” é uma comédia da autoria de Rob Becker que adopta por tema as relações entre homens e mulheres e as diferenças que frequentemente dão origens a mal-entendidos ou situações de conflito com as quais o público facilmente se identifica.
Retratando o dia-a-dia de um modo realístico, com humor e muito amor, “Caveman” mostra o que torna uma mulher numa mulher e um homem num homem, levantando questões como as razões que levam as mulheres a correr pelas lojas quando querem comprar roupa ou porque é que as conversas entre homens se resumem aos últimos resultados do futebol e envolvem, quase sempre, a produção de sons primitivos.
Amplamente conhecido na área da comédia, Rob Becker escreveu “Defending the Caveman” num período de três anos em que se dedicou a um estudo informal de antropologia, pré-história, psicologia, sociologia e mitologia, transformando este projecto num ‘apaziguador’ de mal-entendidos entre homens e mulheres.
Estreado originalmente em São Francisco, em 1991, “Caveman”quebrou o recorde, em 1997, como o espetáculo a solo que mais tempo se manteve em cena na história da Broadway. Agora transformado em sucesso mundial, conquistou mais de 8 milhões de espectadores, num total de 702 exibições.
Protagonista da versão portuguesa, encenada por António Pires, Jorge Mourato estreou-se em 1999 na série televisiva “Residencial Tejo”, altura em que iniciou a participação em várias outras séries e novelas nacionais, tendo conduzido ainda um programa sobre o comportamento sobrenatural nos seres humanos.
Para além da presença regular em “sketchs” humorísticos de “talk shows”, Jorge Mourato integrou ainda o elenco de várias peças de teatro, desenvolvendo até hoje um percurso artístico intimamente ligado à comédia.
Esta décima edição do “Mimarte” continua com “Agamémnon”, Grupo Thíasos (4) e “Édipo Rei”, Grupo de Teatro Clássico da ESAD (5).
A peça “Ibéria – A Louca História de Uma Península”, cancelada por razões meteorológicas, é apresentada pelo Peripécia Teatro às 21h45 de terça-feira, 7, no rossio da sé.

PELOURO DA CULTURA ABRE DUAS BIBLIOTECAS DE JARDIM

A Câmara Municipal de Braga, através do Pelouro da Cultura, abre esta sexta-feira (3 de Julho) duas “Bibliotecas de Jardim”, espaços estratégicos para a difusão do livro e fomento da leitura em época estival.
Com abertura prevista até 30 de Agosto, vão funcionar na Avenida Central (frente à Basílica dos Congregados) e no Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa (à Colina da Cividade).
Com espólio fornecido, maioritariamente, pela Biblioteca de Leitura Pública Craveiro da Silva, as “Bibliotecas de Jardim” disponibilizam ainda publicações periódicas e imprensa do dia.
A Biblioteca de Jardim da Avenida Central está aberta de segunda a quinta-feira (10h30 às 13h30 e das 14h30 às 18h30) e à sexta, sábado e domingo (09h30 às 19h30).
A Biblioteca de Jardim do Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa funciona de terça a sábado (10h00 às 12h30 e das 13h30 às 17h30), encerrando aos domingos e segundas-feiras.

FESTIVAL DE GASTRONOMIA DE BRAGA NA PRAÇA DO MUNICÍPIO

«O Festival de Gastronomia de Braga “dá” a provar iguarias de todo o país, com especial destaque para os sabores típicos e tradicionais do Minho. O certame é inaugurado hoje [sexta-feira, 3 Julho], pelas 19h00, e prolonga-se até ao dia 12, com os organizadores a esperarem entre 30 a 40 mil visitantes na Praça do Município.
Organizado pela Best Events, o festival gastronómico conta com o apoio da Câmara Municipal de Braga e não se resume às especialidades da cozinha minhota e portuguesa, incluindo a promoção e venda de produtos tradicionais, sem esquecer uma diversificada oferta de animação de rua.
Segundo Jorge Ferreira, da organização, o certame conta com a presença de cinco restaurantes da região de Braga. “Amigos da Canastra” (Póvoa de Varzim), “A Rival” (Amares), “Casa Gil” (Braga), “Adega Regional de Tenões” (Braga) e “Quinta do Esquilo” (Amares) são os cinco restaurantes que, na Praça do Município, vão apresentar 20 especialidades diferentes da gastronomia do Minho e Portugal.
Estes cinco estabelecimentos de restauração vão confeccionar, todos os dias, pratos económicos para o período de almoço, além de outras especialidades. Não se focando apenas na gastronomia propriamente dita, o 1.º Festival de Braga dedica também uma zona para tasquinhas que farão a exposição, promoção e venda de variados produtos tradicionais de todo o país.
Do Minho ao Algarve, passando pelas Beiras e pelas Ilhas, o certame aposta em “Ginjinha” (Óbidos), Pão-de-Ló (Ovar), Doçaria Conventual e Amêndoa (Algarve), Fumeiro (Mirandela), Queijos e Enchidos (Serra da Estrela), Doces (Chaves), Pastéis (Tentúgal), Produtos Tradicionais (Madeira), Compotas Artesanais (Portalegre), Adega (Favaios e Guimarães), Vinhos e Queijos (Quinta da Aveleda), Doces Regionais (Santa Maria da Feira), Mel Gourmet, Caipirinha, Licores Regionais e Sangria.
Em paralelo com o festival gastronómico, os promotores prepararam um vasto programa de animação, com música, folclore, animação de rua, grupos de precursão, tunas académicas e dj’s.
Assim, hoje actuam “Sondart Grupo de Precursão”, Grupo Musical “Os Montes” e Estudantina de Braga. Amanhã, a animação fica a cargo de Ludgero Rosas e no domingo é a vez do Rancho Folclórico de S. Pedro de Lomar. De segunda, dia 6, a quinta-feira, dia 9, Sérgio Adrego assume a animação da praça, enquanto que no dia 10 sobe a palco “The other side”. Para os dois últimos dias do certame estão previstas actuações da Estudantina de Braga e de Tukanos – Música Tradicional, respectivamente.
O 1.º Festival de Gastronomia de Braga vai funcionar na Praça do Município durante dez dias, das 12h00 às 24h00, com entrada livre.
Diga-se, ainda, que a pensar nas famílias que têm crianças, a organização disponibiliza um espaço de diversão infantil – com insufláveis – direccionado para os mais novos». [José António Carneiro/DM].

PARQUE INDUSTRIAL DE CELEIRÓS DE "CARA LAVADA"

«A intervenção deixou o Parque Industrial de Celeirós, um dos mais antigos do concelho, de ‘cara lavada’ e dotado de novas infra-estruturas. Depois de concluída a obra, o Presidente da Câmara Municipal de Braga, Mesquita Machado, foi ver 'in loco', ontem [quarta-feira, 2], ao final da tarde, os investimentos municipais no parque, que ascenderam aos 400 mil euros.
O autarca mostrou-se “satisfeito” com a melhoria de condições efectuadas na Avenida Engenheiro José Rolo. “As ruas foram repavimentadas, algumas áreas foram arrelvadas, foi colocada nova e mais moderna sinalização vertical e horizontal. A iluminação pública também foi renovada, assim como todo o sistema de drenagem de águas pluviais”, informou o Presidente.
A intervenção, no que ao estacionamento diz respeito, também foi realçada pelo autarca. “Optámos por retirar o separador central que existia nas artérias que atravessa o parque, pois assim ganhou-se espaço para ordenar de melhor forma o estacionamento”, explicou.
Esta intervenção respondeu às principais necessidades enumeradas pelos responsáveis das empresas instaladas neste parque industrial, num inquérito promovido, entretanto, pela AEPIC - Associação de Empresas do Parque Industrial de Celeirós.
Modificação do pavimento, criação de mais estacionamento, mais limpeza e manutenção dos espaços ajardinados, melhoramento da iluminação, eliminação do separador central das vias e melhoramento da sinalização, foram precisamente as necessidades mais enumeradas pelos responsáveis das empresas que responderam ao inquérito.
“O papel da associação foi preponderante até porque ajudou a resolver e a ultrapassar algumas situações”, admitiu Mesquita Machado, sublinhando que o presidente da associação, Francisco Marques, “foi um auxiliar precioso”.
A obra no parque industrial decorreu durante 150 dias, como foi inicialmente previsto pela autarquia bracarense». [Patrícia Sousa/CM].