quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

"THE AMSTERDAN SOLOISTS" COM TOQUE BRACARENSE

“The Amsterdam Soloists” é o colectivo de música de câmara que, a 28 de Novembro (21h30), se apresenta na sala principal do Theatro Circo.
Formado por jovens solistas de todo o mundo – Japão, França, Alemanha, Holanda e Portugal – “The Amsterdam Soloists” distingue-se pela perfeição técnica e pelo envolvimento emocional que caracterizam o ensemble.
Responsável por programas ousados e interpretações singulares, o grupo, que vai apresentar os violinistas Lisa Jacobs (Holanda) e Miguel Simões (Portugal) como solistas, evidencia-se através dos prémios que os seus membros – Robert van Der (violino), Joana Wronko (violino), Mariko Hara (viola) e Joris van der Berg (violoncelo) – recebem em prestigiados concursos e pelas carreiras de sucesso que, também individualmente, exibem nos principais palcos internacionais.
Na circunstância, o agrupamento sediado em Amesterdão (Holanda) apresenta um programa composto pelas obras “Octeto em Mi bemol maior, op. 20” – “Allegro moderato ma com fuoco”, “Andante”, “Sherzo” e “Presto” – de F. Mendelssohn, e “Serenata para Cordas em Dó maior, op. 48” – “Pezzo in forma di sonatina: Andante non troppo; Allegro moderato”, “Valse: Moderato; Tempo di valse”, “Élégie: Larghetto elegíaco” e “Finale (Tema russo): Andante; Allegro con spirito”, de P. Tchaikovsky.
Nesta actuação, ao “The Amsterdam Soloists” associam-se os músicos bracarenses Jorge Alves (viola) e Gonçalo Silva (violoncelo).
Ingressos, a 8 euros, disponíveis nas bilheteiras do Theatro Circo.
Mais informação: Luciana Queirós da Silva (
imprensa@theatrocirco.com ou 913 093 094) ou em www.amsterdamsoloists.nl, www.theatrocirco.com, reservas@theatrocirco.com e no “call center” 253 203 800.

NÃO ALIMENTE OS POMBOS... PELA NOSSA SAÚDE

O Pelouro do Ambiente e Saúde da Câmara Municipal de Braga e a Unidade Operativa de Saúde Pública de Braga retomaram agora uma campanha de sensibilização que pretende a redução da população de pombos na cidade.
A campanha incide num apelo à não-alimentação desta espécie por parte da população, assim evitando a sua reprodução, que apresenta índices preocupantes.
“Não alimente os pombos, a bem da saúde pública e do ambiente”, é o pedido que é feito aos bracarenses através de uma brochura que está a ser distribuída pelos espaços públicos.
Considerados «ratos com asas» ou «ratos voadores», os pombos de cidade (“columbia livia”) são hoje assumidos como uma praga urbana, tendo em conta que estamos perante «reservatórios e transmissores de várias doenças, designadamente ornitoses, toxoplasmoses, listerioses, meningite criptococócica (que, nos anos 90, vitimou dois por cento dos doentes de sida em Portugal), salmoneloses e dermatites (pulgas, piolhos e ácaros…), entre outras.
Estas doenças – sublinha-se na brochura – podem ser contraídas de forma tão simples quanto a inalação de poeiras contaminadas, transferência por parasitas, contacto directo com as fezes e/ou alimento e água contaminados com fezes.
Às ameaças para a saúde pública acrescem igualmente os prejuízos ambientais e patrimoniais, concretamente a conspurcação de edifícios, veículos, jardins ou parques infantis; corrosão de pinturas de viaturas e de edifícios, de estruturas betuminosas e de pedra, devido à elevada acidez dos excrementos; entupimento de calhas e algerozes; maus cheiros; atracção de insectos e parasitas; insegurança dos peões e perigo para a aviação.
A Vereadora do Ambiente e Saúde lembra que «os pombos sobrevivem perfeitamente na vida selvagem, longe das cidades, sem serem alimentados pelos seres humanos». «O alimento fornecido pela população, principalmente por crianças e idosos, é uma das maiores fontes de sustentação dos pombos nas cidades; o abandono desta prática é absolutamente necessário para o seu controlo», justifica Ilda Carneiro.
De acordo com a tutela do Pelouro do Ambiente e Saúde, esta campanha de sensibilização tem em conta o “Regulamento Municipal de Resíduos Sólidos, Higiene e Limpeza Pública do Concelho de Braga”.
No seu artigo 57.º, ponto 1 b), o regulamento afirma que «constitui contra-ordenação, punível com coima graduada de 50 euros até ao máximo de uma vez o salário mínimo nacional, lançar alimentos ou detritos para alimentação de animais nas vias e outros espaços públicos, susceptíveis de atrair animais que vivam em estado semi-doméstico (gatos, cães, pombos, etc) no meio urbano».
O pombo das cidades é uma ave granívora, cuja adaptação ao ambiente urbano promoveu mudanças na sua dieta, que vai desde o pão e farelo a outras iguarias oferecidas pela população. Na sua ausência, debicam os sacos de lixo ou, simplesmente, comem o que encontram.
Algumas cidades portuguesas experimentaram já a distribuição de substâncias contraceptivas como forma de reduzir o crescimento da respectiva colónia de pombos; contudo, este método não se tem revelado, de longe, eficaz, pois a alimentação em quantidade e as adaptações urbanas menorizam o impacto dos anticoncepcionais.
A brochura que agora está a chegar à população bracarense refere, a título de exemplo, que um casal de pombos pode originar até 15 filhos sobreviventes por ano; cada indivíduo consome cerca de 450 gramas de alimento por semana, embora possa sobreviver uma semana sem alimento, produz 10 quilogramas de fezes por ano, e, embora em espaço selvagem possa viver até 15 anos, nas cidades a sua longevidade raramente ultrapassa os 3-4 anos.
Em jeito de reflexão, a publicação conjunta do Pelouro do Ambiente da Câmara Municipal de Braga e da Unidade Operativa de Saúde Pública do Concelho de Braga conclui com uma citação de Edmund Burke: «ninguém cometeu maior erro do que aquele que nada fez só porque podia fazer muito pouco».

"ESTRADAS DE PORTUGAL" GARANTE INTEGRIDADE DAS SETE FONTES

A empresa "Estradas de Portugal, EP" garantiu ontem [11 de Novembro] que a construção do viaduto de acesso ao novo hospital de Braga, sobre o Complexo das Sete Fontes, não afectará a integridade deste sistema hidráulico classificado como monumento nacional.
O Gabinete de Comunicação e Imagem daquela empresa pública assegura que «a modelação dos pilares» do futuro viaduto, bem como «a imposição de soluções de pré-corte para a execução das fundações dos mesmos, permite salvaguardar a integridade de todo o sistema na fase de obra, ao contrário do que é defendido pela Junta de Freguesia de São Vítor».
Os responsáveis da "Estradas de Portugal, EP" informam que está a ser elaborado o relatório de conformidade ambiental (RECAPE) relativo ao projecto de execução da variante à Estrada Nacional 103, que atravessará em viaduto o Complexo Monumental das Sete Fontes.
A fonte da EP esclareceu que o RECAPE será submetido à autoridade de avaliação de impacto ambiental e que, no âmbito de verificação do mesmo, será «promovido um processo de acompanhamento público».
Na nota enviada ao ‘Correio do Minho’, na sequência da notícia publicada no passado dia 7 sob o título "Junta de São Vítor quase conformada com viaduto sobre as Sete Fontes", o Gabinete de Comunicação e Imagem da EP garante que a empresa, neste processo, «sempre teve em consideração as questões ambientais, nomeadamente a interferência com o complexo hidráulico das Sete Fontes, porque a via em questão é de extrema importância a fim de garantir as acessibilidades ao futuro hospital de Braga, que serve milhares de cidadãos».

Câmara desenvolve projecto

Aquela empresa pública informou ainda que a Câmara de Braga «encetou todos os procedimentos para o desenvolvimento do projecto de execução» da futura via, «cabendo à EP a concretização da empreitada para garantir numa primeira fase as acessibilidades ao futuro hospital de Braga».
Relativamente à proposta apresentada pela Junta de Freguesia de São Vítor de «implantação de um traçado distinto para Norte», os responsáveis da EP dizem que «esta infraestrutura tem como objectivo funcionar como uma variante à Estrada Nacional 103 e não como uma nova estrada a integrar na malha viária urbana do Município». [José Paulo Silva/CM].

HENRIQUE MEDINA, A MERECIDA HOMENAGEM

«Numa altura em que se assinala a passagem dos 25 anos sobre a doação da colecção de Henrique Medina à Arquidiocese de Braga, o Museu Pio XII e a Associação dos Amigos do Museu (Filomupi) preparam uma homenagem ao pintor falecido no final da década de 80.
No próximo dia 20 [Novembro], familiares e amigos mais chegados de Medina vão marcar presença na iniciativa, que inclui a apresentação de duas telas até agora desconhecidas do público português.
Os dois retratos, provenientes dos Estados Unidos, foram oferecidos ao Museu Pio XII – que integra o Museu Medina, detentor da maior colecção de obras do autor — por Diane B. Jergins, neta de um pioneiro da indústria do petróleo na Califórnia.
Uma das telas representa a própria Diane B. Jergins (pintado em 1955, em Hollywood), enquanto a outra retrata a sua mãe, Dorothy B. Jergins (pintada em 1956, em Hollywood).
As telas chegaram a Braga em Maio e, depois do trabalho de limpeza a que foram sujeitas, estão prontas para integrar a colecção, constituída por 21 desenhos e 53 quadros (tinta da china, aguarela e óleo sobre tela).
A par da conferência “Henrique Medina: o pintor e a obra. Visões e representações da beleza”, por Luís Casimiro, o Museu Pio XII vai expor fotografias de alguns dos locais que inspiraram Henrique Medina a pintar os quadros de paisagens, como é o caso de uma azenha em São Paio de Antas, no concelho de Esposende.
A homenagem servirá para «demonstrar a gratidão da Diocese à família e aos amigos do pintor e retratista», como explicou ao Diário do Minho o director do Pio XII.
A iniciativa incluirá igualmente uma visita guiada ao Museu Medina, que, segundo o cónego José Paulo Abreu, foi alvo de alguns melhoramentos. «Nesse dia, o Museu Medina estará definitivamente pronto. Andámos a fazer uns melhoramentos em termos de iluminação e no acesso ao próprio museu», explicou aquele responsável.

Edição de «luxo» com colecção Medina

O director do Museu manifestou o desejo de fazer uma «edição de luxo» com toda a colecção de pintura do artista. «Henrique Medina é uma referência na pintura do século XX e que se destacou na paisagem e no retrato», frisou.
José Paulo Abreu lembra que o Museu Medina tem um público muito específico. Enquanto que nas áreas da arte sacra e da arqueologia existem na cidade outros espaços museológicos, na vertente da pintura o Museu Pio XII não tem concorrência.
«Queremos explorar este filão. As pessoas que vêm ao Museu, vêm para ver os quadros do Medina. E essa procura tem vindo a crescer», sustentou.
A par da publicação de uma colecção com algumas das peças que fazem parte do seu espólio, o Museu Pio XII prossegue o trabalho de inventariação do património da Arquidiocese de Braga. Um trabalho que está já na segunda fase e que, em Agosto do próximo ano, terá mais 22 volumes.
Além do Museu Medina, o Museu Pio XII, fundado pelo cónego Luciano Afonso dos Santos e que reabriu ao público em Dezembro de 2002, integra ainda a Torre Medieval ou edifício de Nossa Senhora da Torre, onde é narrada a história da cidade. [Marta Encarnação, DM].

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

VINHOS VERDES NO "BRAGA À MESA"

A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes e o Museu dos Biscainhos juntam-se, a 17 de Novembro, à iniciativa “Braga à Mesa”, promovendo então, em parceria com o Município e com a Confraria dos Vinhos Verdes, uma prova pedagógica com marcas premiadas.
Num acto público que acontece às 16h00 desse dia no Museu dos Biscainhos, a CVRVV apresenta igualmente o livro “Receitas para Vinhos Verdes”, que já este sábado (14) é lançado em Lisboa.
Diz a entidade promotora que «este é um momento dirigido a representantes das unidades de restauração participantes no “Braga à Mesa”, para que conheçam os vinhos premiados e novos conteúdos relacionados com o vinho verde».
“Braga à Mesa” é um programa do Pelouro do Turismo da Câmara Municipal, que regista a colaboração da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal e de meia centena de restaurantes bracarenses, procurando a promoção da melhor gastronomia local, designadamente dos seus pratos mais característicos, seja o caso do “Bacalhau à Braga”, “Papas de Serrabulho”, “Arroz de Pato”, “Cabrito à Moda de Braga” ou do “Pudim Abade de Priscos”, e, obviamente, do Vinho Verde.
Ao Tin.Bra - Treatro Infantil de Braga cabe apresentar um programa de animação que, ao longo de 15 minutos, compreende a recitação de poemas, declarações de amor, divulgação de receitas gastronómicas e outros pequenos momentos de lazer.
Este programa paralelo contempla este sábado, ao jantar, os restaurantes “Bem-Me-Quer” (Campos das Hortas, 6), “Inácio” (Campo das Hortas, 4), “Alexandre” (Campo das Hortas, 10), “Dona Júlia” (Falperra), “Pórtico” (Lugar do Arco – Tenões) e “Classic Jazz Bar” (Estrada do Bom Jesus-Sameiro).
Já no domingo, ao almoço, é a vez de o Tin.Braga levar momentos de animação aos restaurantes “Adega Regional de Tenões” (Rua Álvaro Vieira Nogueira, 7-Tenões), “Central do Bom Jesus (Lugar de Mãe d’Água – Tenões), “Panorâmico do Hotel do Elevador” (Bom Jesus) e “Abadia d’Este” (Rua da Igreja, 16 – São Pedro d’Este).

«O MAIOR PRESÉPIO AO VIVO DA EUROPA»

«A paróquia de Priscos, em Braga, já iniciou os preparativos para concretizar aquele que se prevê que seja o “maior presépio vivo da Europa” com mais de 600 figurantes e uma área de três hectares. A organização espera superar os mais de 40 mil visitantes do ano passado.
A novidade da edição deste ano, de uma iniciativa que se realiza desde 2007, será a existência de uma grande praça de entrada a realçar uma cruz rodeada pelos 73 livros que compõem a Bíblia. Para além da praça, os visitantes poderão contemplar algumas recriações religiosas, como a da vida dos pastores, aldeias de judeus e romanas e uma réplica do palácio de Júlio César.
Para recriar com o maior rigor os costumes e os trajes do tempo de Cristo, a paróquia de Priscos admite serem necessárias várias horas de pesquisa histórica e arqueológica. Mas, segundo o padre João Torres, aquele que se pretende que seja “o maior presépio vivo da Europa” é um projecto do povo, e não somente da Igreja». [
Tânia Flórido/Público].

CÂMARA NOMEIA FISCAL ÚNICO PARA AS EMPRESAS MUNICIPAIS

A nomeação do “fiscal único” para as empresas municipais é um dos assuntos em agenda para a reunião que o Executivo Municipal de Braga realiza esta quinta-feira (12 de Novembro).
Feita por um período de quatro anos, a nomeação proposta pela Presidência da Câmara Municipal refere as sociedades “Gaspar Castro, Romeu Silva & Associados, SROC, L.da” para o “Parque Municipal de Exposições, EM”; “Armindo Costa, Serra Cruz, Martins & Associados, SROC” para os “Transportes Urbanos de Braga, EM”; e “Patrício, Moreira, Valente & Associados, SROC” para a “BragaHabit – Empresa Municipal de Habitação de Braga”.
A par da atribuição de uma licença de táxi para o Lugar de Lageosa, em Sobreposta, e da proposta de uma auditoria financeira à Câmara Municipal e entidades por si participadas, a Vereação é chamada a nomear os representantes municipais (vogais) no Conselho Directivo da Biblioteca de Leitura Pública de Braga - Biblioteca Craveiro da Silva –, cuja proposta única indica a Vereadora da Cultura, Ilda Carneiro, e o Vice-Presidente da Câmara, Vítor Sousa.
A delegação de competências no Presidente do Executivo para gerir os processos de isenção ou redução de taxas estipuladas no respectivo regulamento é outro assunto inscrito na agenda, que se conclui com a atribuição de apoios financeiros a entidades como a Junta de Freguesia de São Vítor (889, 94 euros), Fábrica da Igreja de São Vítor (450 euros), Fundo Social Desportivo e Cultural dos Trabalhadores da Câmara Municipal de Braga (29 500 euros), Junta de Freguesia de Ruilhe (2 583, 94 euros) e Junta de Freguesia de Real (750 euros).

JARDIM ZOOLÓGICO DE TENESSEE WILLIAMS EM BRAGA

“Jardim Zoológico de Cristal” é a obra de Tenessee Williams que o encenador Nuno Cardoso transpõe para a actualidade e que o Theatro Circo recebe a 20 e 21 de Novembro (21h30) no palco principal.
Escrita na década de 40, “Jardim Zoológico de Cristal” (“The Glass Managerie”) surge, na circunstância, como resultado de um paralelo estabelecido entre o contexto original – cenário histórico da Grande Depressão – e a crise das sociedades actuais.
Em palco – com figurinos desenhados pelos estilistas portugueses StoryTailors - Maria do Céu Ribeiro, Micaela Cardoso, Luís Araújo e Romeu Costa interpretam os personagens que o próprio Tenessee Williams definiu como «a mãe Amanda Wingfield, a filha Laura, sua dependente tardia, o filho Tom, o homem da casa, mais um cavalheiro convidado, Jim O’Connor, para uma vaga há muito desejada».
Resultado de uma co-produção do Theatro Circo, “Ao Cabo Teatro”, Teatro Aveirense, Teatro Viriato, Centro Cultural Vila Flor e “As Boas Raparigas…”, “Jardim Zoológico de Cristal” conta o afastamento das quatro personagens e o encontro, desgraçadamente bem sucedido, de Laura e Jim.
Tom Wingfield, um dos quatro personagens, é igualmente o narrador que despoleta a acção desta narrativa/memória. Aspirante a poeta, Tom trabalha num armazém de sapatos para sustentar a mãe Amanda e a irmã Laura, única família que lhe restou após o desaparecimento do pai.
Tímida e afastada do mundo, Laura é o centro das angústias de Amanda que, após várias tentativas de integrar a filha e de desviar a atenção exclusiva que dedica à colecção de animais de cristal, chega à conclusão que a única solução é o casamento. É neste contexto que Jim O’Connor entra na vida desta família, concretizando aparentemente os desejos de Amanda e abrindo finalmente o coração de Laura. Contudo, como diz Amanda, «as coisas têm uma tendência para correr tão mal» …
Primeira incursão de Nuno Cardoso na dramaturgia norte-americana, a selecção de “Jardim Zoológico de Cristal” deriva do interesse que a exposição que Tenessee Williams faz do núcleo familiar face ao mundo desperta no encenador, que assumiu também funções como criador-residente do Teatro Nacional São João.
«A minha escolha radica na crença que este texto me possibilita a criação de um objecto artístico, que permite, simultaneamente, a existência de um tempo para a palavra e para a reflexão que esta necessariamente implica», justifica Nuno Cardoso, admitindo que a temática abordada se assemelha mais a «uma parábola made in Portugal» do que a um conto americano.
Embora tenha estreado a sua primeira peça em 1938, foi precisamente com “The Glass Menagerie” – trabalho fortemente biográfico distinguido pelo New York Drama Critics’ Circle como melhor peça do ano – que Tenessee Williams atingiu o sucesso, que rapidamente se reflectiu em sucessivas apresentações na Broadway. Com “A Streetcar Named Desire”, Williams venceu o prestigiado prémio Pulitzer e conquistou definitivamente a reputação de dramaturgo de referência.
Ingressos, a 8 euros, disponíveis nas bilheteiras do Theatro Circo.
Mais informação
: Luciana Queirós da Silva (
imprensa@theatrocirco.com ou 913 093 094) ou em www.theatrocirco.com, reservas@theatrocirco.com e no “call center” 253 203 800.

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

FESTIVAL UNIVERSITÁRIO DE MÚSICA POPULAR

“O Theatro das Gerações” é o tema escolhido para a décima quinta edição do FUMP - Festival Universitário de Música Popular, que, a 14 de Novembro (sábado, 21h30), regressa ao palco principal do Theatro Circo.
Organizado pela Associação Recreativa Cultural Universitária do Minho (ARCUM) desde 1992, o FUMP conta, na circunstância, com a participação dos alunos do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga, do Grupo de Teatro da escola “EB 2, 3” Francisco Sanches, do Percurtir - Grupo de Percussão do Mindelo, da Orquestra Popular “Sopro de Cordas” e do colectivo Percutunes.
O festival inclui ainda as actuações dos agrupamentos que incorporam a ARCUM, designadamente o Grupo Folclórico da Universidade do Minho, o grupo de percussão “Bomboémia”, e o Grupo de Música Popular da Universidade do Minho.
Constituída em 1991, a Associação Recreativa Cultural Universitária do Minho traduz-se num projecto que, através dos seus dois principais eventos – Festival Universitário de Música Popular e Festival Internacional de Tunas Universitárias –, persegue o objectivo de, pela música, perpetuar as mais vastas tradições da academia, da cidade e da região.
Ingressos, a 2, 3 e 5 euros, disponíveis na bilheteira do Theatro Circo.
Mais informação: Luciana Queirós da Silva (
imprensa@theatrocirco.com ou 913 093 094) ou em www.arcum.pt, reservas@theatrocirco.com e no “call center” 253 203.

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

"BRAGA À MESA" ANIMA MAIS UMA DÚZIA DE RESTAURANTES

O Tin.Bra – Teatro Infantil de Braga junta-se, mais uma vez, este fim-de-semana à iniciativa “Braga à Mesa”, apresentando um programa de animação de algumas das unidades de restauração aderentes.
“Braga à Mesa” é um programa do Pelouro do Turismo da Câmara Municipal, que regista a colaboração da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal e de meia centena de restaurantes bracarenses, procurando a promoção da melhor gastronomia local, designadamente dos seus pratos mais característicos, seja o caso do “Bacalhau à Braga”, “Papas de Serrabulho”, “Arroz de Pato”, “Cabrito à Moda de Braga” ou do “Pudim Abade de Priscos”, e, obviamente, do Vinho Verde.
Ao Tin.Bra cabe apresentar um programa de animação que, ao longo de 15 minutos, compreende a recitação de poemas, declarações de amor, divulgação de receitas gastronómicas e outros pequenos momentos de lazer.
Assim, amanhã (sábado, 7) são contemplados os restaurantes “Centurium” (Avenida Central, 134), “Campo da Vinha” (Praça Conselheiro Torres de Almeida, 5/6), “Casa Pimenta” (Praça Conde de Agrolongo, 4 A), “De Bouro” (Rua de Santo António das Travessas, 30/32), “Taberna do Migaitas” (Rua D. Gonçalo Pereira, 39) e “Taberna Velhos Tempos” (Rua do Carmo, 7).
No domingo (8) é a vez dos restaurantes “Brito's” (Praça Mouzinho de Albuquerque, 49), “Astória” (Praça da República, 4), “Cruz Sobral” (Campo das Hortas, 7/8), “Do Canto” (Campo das Hortas, 12), “O Jacó” (Praça Diamantino Martins, 20) e “Cozinha da Sé” (Rua Frei Caetano Brandão, 95).

MOSTEIRO DE TIBÃES EVOCA SÃO MARTINHO

O Mosteiro de São Martinho de Tibães, em Braga, evoca este fim-de-semana a entidade religiosa que lhe dá nome, promovendo um programa festivo que passa por um espectáculo de marionetas e por um concerto da “Cappela Bracarensis”.
Intitulada “São Martinho, o cavaleiro do sol”, o trabalho de marionetas resulta de uma co-produção dos Serviços Culturais do Mosteiro de Tibães e da Companhia de Teatro e Marionetas de Mandrágora e acontece este sábado (7 Novembro), às 15h00, implicando um ingresso de três euros.
O espectáculo repete-se gratuitamente entre os dias 10 e 13, das 10h00 às 14h30, para escolas e outras instituições, e, a 15, pelas 11h30, no Forum Fnac/Braga.
Quanto ao concerto da “Cappella Bracarensis”, realiza-se dia 13 (21h30), na Sala do Capítulo, no corpo principal do mosteiro. No intervalo, actuam dois grupos de cordas (guitarra e violino), compostos por alunos do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian.

sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

NOVEMBRO NO THEATRO CIRCO: “O QUEBRA-NOZES”, “JARDIM ZOOLÓGICO DE CRISTAL”, “THE AMSTERDAM SOLOISTS”, “SABINA FREIRE”, “MÚSICA PARA UMA PLATEIA DE PALMO E MEIO”, “ARCUM - TEATRO DAS GERAÇÕES”…
O teatro – “Jardim Zoológico de Cristal”, “Sabina Freire” e “Pinóquio” – é uma das artes de palco com proeminência na proposta programática que o Theatro Circo apresenta para este Novembro, mês em que se evidenciam igualmente alguns espectáculos já esgotados: além de “Kings of Convenience”, que lotaram segunda-feira (2) a sala principal, o mesmo vai acontecer com “Música para uma Plateia de Palmo e Meio” ou com o bailado “O Quebra Nozes”.
Escrita da década de 40 por Tenessee Williams, “Jardim Zoológico de Cristal” – “The Glass Managerie” (20 e 21 de Novembro, 21h30) é transposta para a actualidade pelo encenador Nuno Cardoso, que assim estabelece um paralelo entre o cenário histórico da Grande Depressão com a pobreza e a crise das sociedades de hoje.
Em palco – com figurinos desenhados pelos estilistas portugueses Storytailors, Maria do Céu Ribeiro, Micaela Cardoso, Luís Araújo e Romeu Costa – apresentam-se os personagens que o próprio Tenessee Williams definiu como «a mãe Amanda Wingfield; a filha Laura, sua dependente tardia; o filho Tom, o homem da casa; mais um cavalheiro convidado, Jim O’Connor, para uma vaga há muito desejada».
Resultado de uma co-produção do “Ao Cabo Teatro”, Theatro Circo, Teatro Aveirense, Teatro Viriato, Centro Cultural Vila Flor e “As Boas Raparigas…”, “Jardim Zoológico de Cristal” conta o afastamento das quatro personagens e o encontro, desgraçadamente bem sucedido, de Laura e Jim.
Outra co-produção, da Companhia de Teatro de Braga e de “A Escola da Noite – Grupo de Teatro de Coimbra”, “Sabina Freire” mantém-se no palco principal até 13 de Novembro.
Desenvolvida a partir da obra de Manuel Teixeira-Gomes, a peça que assinala o Centenário da República, constitui, de acordo com Rui Madeira, «um espectáculo construído a partir de um texto notável de um intelectual de elevada craveira, que foi também Presidente da República».
Insistentemente categorizada por Teixeira-Gomes como comédia, “Sabina Freire” é, contudo, um enredo de mortes, veneno e amor, que se constitui, essencialmente, num reflexo analítico da sociedade portuguesa do início do século XX e da comparação desta com as culturas europeias que o autor foi conhecendo.
Para os mais novos, a 29 (15h00) a companhia “Cortina de Veludo” traz a Braga a clássica aventura do boneco que queria ser menino. Originalmente escrita em capítulos pelo italiano Carlo Collodi, a história de Pinóquio remonta a finais do século XIX e começa com a criação do velho Gepeto – um boneco de madeira.
Quando recebe a visita da fada azul, Pinóquio ganha vida e entra num rodopio de aventuras que vão testar a sua coragem, lealdade, honestidade e todas as outras virtudes necessárias para se tornar realmente humano.
Ao som de uma animada composição musical, Pinóquio e o inseparável Grilo Falante passam por várias dificuldades e confusões até ao tão esperado momento em que o pequeno boneco se transforma num menino obediente e realiza o grande sonho de Gepeto – ter um filho de verdade.
Habitualmente apresentado na época natalícia, o bailado “O Quebra-Nozes” sobe ao palco principal a 27 de Novembro (21h30) pelo “The Moscow Classical Ballet”, colectivo russo composto por 60 bailarinos, corpo de baile e solistas.
Considerado obra-prima de Tchaikovsky e do coreógrafo M. Petipa, “O Quebra-Nozes” consubstancia-se num conto de Natal que tem como protagonista um quebra-nozes de aparência humana, vestido de soldado e com pernas e cabeça de tamanho desmesurado que chama a atenção da “heroína” Clara a pontos de o desejar como presente de Natal. Entusiasmada com o brinquedo que recebe, Clara adormece e é transportada para um reino de fantasia onde o seu quebra-nozes se transforma num soldado real que acompanhará a menina numa batalha mágica contra exércitos de ratazanas.
Terceira maior companhia de dança da Rússia, o “Moscow Classical Ballet” é dirigida por Natália Kasatkina e Vladimir Vasilyov, ex-bailarinos que dirigem um corpo de bailado exemplar e solistas de primeiro plano que anualmente percorrem países como a Holanda, Bélgica, França, Espanha, Alemanha, Japão, China e Estados Unidos da América.
Ainda no contexto da música clássica, a 28 (21h30) o Theatro Circo recebe a actuação do colectivo de música de câmara “The Amsterdam Soloists”.
Formado por jovens solistas de todo o mundo – Japão, França, Alemanha, Holanda e Portugal – “The Amsterdam Soloists” distingue-se ainda pela perfeição técnica e pelo envolvimento emocional que caracterizam o ensemble.
Responsável por programas ousados e interpretações singulares, o grupo, que na circunstância vai apresentar Lisa Jacobs (Holanda) e Miguel Simões (Portugal) como solistas, evidencia-se através dos prémios que os seus membros recebem em prestigiados concursos e pelas carreiras de sucesso que, também individualmente, exibem nos principais palcos internacionais.
Destinadas a um público mais jovem – já esgotadas – a agenda de Novembro inclui duas sessões de “Música para uma plateia de palmo e meio”, que acontecem no Salão Nobre a 14 (15h00 e 16h00).
Orientado pelas formadoras Isabel Gonçalves e Joana Araújo, o “workshop”, composto por actividades musicais direccionadas para crianças até aos 48 meses de idade, pretende implementar e dinamizar acções musicais de carácter interdisciplinar, potenciando a interacção da música com o movimento e a linguagem, ao mesmo tempo que consciencializa os educadores para a importância de factores como os vínculos efectivos e das primeiras aprendizagens na infância.
De carácter demonstrativo e intimista, as sessões constituem ainda um incentivo para que pais e educadores se predisponham a enriquecer a vida dos mais pequenos através de jogos e brincadeiras que promovam um desenvolvimento global, numa atmosfera musical plena de momentos de prazer e alegria.
Sob o título “O Theatro das Gerações”, a Associação Recreativa Cultural Universitária do Minho apresenta pela primeira vez no palco principal do Theatro Circo o Festival Universitário de Música Popular (14, 21h30).
Em XV edição, o festival, que surgiu em 1992 com o objectivo de proporcionar um enriquecimento cultural através do intercâmbio de tradições, é organizado conjuntamente pelo Grupo de Música Popular, Grupo de Folclores e pelo Grupo de Percussão da Universidade do Minho – Bomboémia.
Mais informação: Luciana Queirós da Silva (
luciana.silva@theatrocirco.com ou 913 093 094), www.theatrocirco.com, http://teatrocirco.blogspot.com, reservas@theatrocirco.com ou 253 203 800.

"BRAGA À MESA" TAMBÉM SERVE ANIMAÇÃO

Recitação de poemas, declarações de amor, divulgação de receitas gastronómicas e outros pequenos momentos de lazer são propostas que o “Braga à Mesa” apresenta para este fim-de-semana nalguns restaurantes aderentes.
“Braga à Mesa” é uma iniciativa do Pelouro do Turismo da Câmara Municipal, que regista a colaboração da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal e de meia centena de restaurantes bracarenses, procurando a promoção da melhor gastronomia local, designadamente dos seus pratos mais característicos, seja o caso do “Bacalhau à Braga”, “Papas de Serrabulho”, “Arroz de Pato”, “Cabrito à Moda de Braga” ou do “Pudim Abade de Priscos”, e, obviamente, do Vinho Verde.
O programa de animação contempla as unidades de restauração “Expositor”, “Arcoense”, “Confraria”, “Girassol”, “Paulo Padeiro” e “Restinga”, no sábado (31 de Outubro), e “Marisqueira Universal”, “Flor de Sal”, “Dona Cuca”, “São Francisco” e “São Frutuoso”, no domingo (1).
Este programa paralelo, a que o Tin.Bra - Teatro Infantil de Braga dá corpo e não ultrapassa os 15 minutos de duração – vai contemplar todos os restaurantes aderentes.
Refira-se que a “Comboios de Portugal” colabora também na promoção desta iniciativa municipal, garantindo um significativo número de suportes de divulgação, designadamente dos “roll-up’s” instalados nas estações de São Bento, Ermesinde, Paredes, Guimarães, Espinho e Aveiro; dos cartazes afixados em 150 comboios e estações da região norte e dos oito mil “flyers” distribuídos em vários outros espaços.

sábado, 24 de Outubro de 2009

"SABINA FREIRE", ROMANCE DE UM PRESIDENTE, NO PALCO DE BRAGA

“Sabina Freire” é a obra de Manuel Teixeira-Gomes que a Companhia de Teatro de Braga, em co-produção com “A Escola da Noite - Grupo de Teatro de Coimbra”, apresenta no palco principal do Theatro Circo até 13 de Novembro.
Desenvolvida no contexto das comemorações do Centenário da República, a encenação, que o director do grupo bracarense define como «um espectáculo construído a partir de um texto notável de um intelectual de elevada craveira que foi também Presidente da República», assinala o primeiro momento de um programa de duas co-produções, que tem continuidade em 2010 com a adaptação de contos do autor brasileiro Rúben Fonseca.
Já representada pela Companhia de Theatro de Braga em Guimarães, a convite de Mário Soares, então Presidente da República, em contexto de Presidência Aberta, “Sabina Freire” é uma obra em que as mulheres mandam e os homens são remetidos para o universo dos fantoches.
Insistentemente categorizada por Teixeira-Gomes como comédia, “Sabina Freire” é, contudo, um enredo de mortes, veneno e amor que se constitui, essencialmente, num reflexo analítico da sociedade portuguesa do início do século XX e da comparação desta com as culturas europeias que o autor foi conhecendo.

THEATRO PARA FAMÍLIAS

Na apresentação pública de “Sabina Freire” – trabalho que assinala também a implementação do projecto Teatro Para Famílias – a Vereadora da Cultura na Câmara Municipal de Braga enalteceu a iniciativa de co-produção das estruturas teatrais e a escolha da obra de um homem que conciliava a política com as artes.
«O político tem que ser um humanista, tem que se preocupar com a formação intelectual e é muito importante trazer este exemplo até às gerações de hoje», referiu Ilda Carneiro, destacando a criação de condições para que as famílias possam frequentar os teatros.
Tendo por objectivo a democratização no acesso aos produtos culturais, a medida desenvolvida no âmbito do “Bragacult” – projecto urbano de criação artística e cultural –, proporciona a cada agregado familiar, num máximo de quatro pessoas, a oportunidade de receber dois ingressos gratuitos para assistir a “Sabina Freire”.

Estadista e escritor, Manuel Teixeira Gomes assumiu as funções de Presidente da República entre 1923-25, momento em que o regime parlamentar atravessava alguns dos seus momentos mais críticos. Como diplomata coube-lhe enfrentar situações de grande complexidade, designadamente combater a hostilidade das monarquias europeias perante o regime republicano implementado.
A par de “Sabina Freire”, única peça de teatro publicada, o Presidente que em 1925, perante a eminência do golpe fascista, renunciou às suas funções e se exilou voluntariamente na Argélia, foi autor ainda de obras como “Gente Singular”, “Novelas Eróticas” e “Maria Adelaide”.
Ingressos, a 5 e 10 euros, disponíveis na Bilheteira do Theatro Circo
Mais informação:

Luciana Queirós da Silva (
imprensa@theatrocirco.com ou 913 093 094) ou em www.ctb.pt, reservas@theatrocirco.com e no “call center” 253 203 800.

sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

RENATURALIZAÇÃO DO ESTE: ÚLTIMO PASSO ANTES DA OBRA

A Câmara Municipal de Braga agendou para 29 de Outubro o último procedimento administrativo que antecede a adjudicação da empreitada de “Regularização, Renaturalização e Ordenamento do Rio Este”, no troço entre a Avenida Frei Bartolomeu dos Mártires e a Ponte Pedrinha.
Nesta reunião ordinária, o Executivo é chamado a apreciar e votar o relatório preliminar do processo de concurso público, que considera a proposta mais vantajosa a formulada pelas “Construções Refoiense, L.da”, pelo valor de 1 994 184,07 euros.
Recorde-se que o concurso público apresentava como preço base os 2 383 222,88 euros e um prazo de execução de 549 dias.
Concluído este procedimento, o Município de Braga assina nos próximos dias o contrato com a empresa adjudicatária, altura em que se iniciam as obras.
O Projecto de Regularização, Renaturalização e Ordenamento da Zona Ribeirinha do Rio Este incide no troço mais urbano desta linha de água, numa extensão aproximada de 2,9 quilómetros.
São seus objectivos a reabilitação e requalificação ambiental da bacia do Este, o que vai influenciar positivamente a qualidade da paisagem e a promoção do estabelecimento do ecossistema ribeirinho.
«Mediante o ordenamento da área de intervenção pretende-se também promover a utilização dos espaços ribeirinhos pela população e transformá-los num importante elemento estruturante e amenizador da paisagem», sublinha Ilda Carneiro.
Estão, assim, contempladas algumas intervenções para melhoria pontual das condições de escoamento, nomeadamente a limpeza e desobstrução do leito e margens e a redefinição de secções transversais.
As soluções propostas relativas ao ordenamento da zona ribeirinha compreendem, entre outras acções, a criação de uma via ciclável, em percurso contínuo, melhorando a acessibilidade, a segurança e o conforto dos utentes.
Compreende igualmente a substituição do revestimento do leito (fundo e margens) e a plantação de vegetação ribeirinha, requalificando o “corredor fluvial”.
Prevê-se ainda a criação de vários “planos de água”, através da construção de pequenos açudes, de forma a criar um corpo de água permanente.
São consideradas ainda algumas intervenções pontuais, como o tratamento e encaminhamento da descarga do colector da Avenida da Liberdade, os muros em alvenaria em Santa Tecla, e a limpeza e desobstrução de levadas na Zona dos Galos.
O projecto de execução contempla ainda um plano de monitorização, que consiste essencialmente na implementação de marcas de cheia, na medição de caudais e na monitorização contínua da qualidade da água.
O rio Este nasce na Serra do Carvalho, a uma altitude de 512 metros, na zona de transição entre os concelhos de Braga e Póvoa de Lanhoso, percorrendo cerca de 52 quilómetros desde a nascente até à sua confluência com o rio Ave, dos quais 23,9 quilómetros se localizam no concelho de Braga.

quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

TURISMO APRESENTA "BRAGA À MESA"

A Câmara Municipal de Braga apresenta a 28 de Outubro a terceira edição de “Braga à Mesa”, evento de âmbito gastronómico e enológico que visa «potenciar o desenvolvimento das actividades económicas, nomeadamente as instaladas no centro histórico, associadas à restauração e ao comércio».
O “Braga à Mesa” – promovido pelo Pelouro Municipal do Turismo, a que se associa pela primeira vez a Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal – acontece nos fins-de-semana (sábados e domingos) de 31 de Outubro a 29 de Novembro.
A apresentação pública – às 17h00, na Colunata do Bom Jesus – compreende um “showcooking” alusivo ao receituário conventual de Braga, «numa perspectiva de cozinha moderna, tecno-emocional, influenciada pela tradição».
Neste “showcooking” participam os chefes Vinagre e Álvaro Costa, que protagonizam uma tertúlia entre duas gerações e duas visões que convergem para a promoção de uma gastronomia contemporânea.
Um “verde de honra” acompanha a demonstração gastronómica, que, promovendo o património de Braga, associa os aromas e sabores às tradições religiosas, evidenciando um real cruzamento entre dois importantes produtos estratégicos do Turismo do Porto e Norte de Portugal: turismo religioso e gastronomia e vinhos.
A par do “Bacalhau à Braga”, das “Papas de Serrabulho”, do “Pudim Abade de Priscos” e do vinho verde, nesta edição impõe-se, igualmente, o “Arroz de Pato” e o “Cabrito à Moda de Braga”, pratos que cada restaurante aderente, devidamente identificado, deve disponibilizar nos dias em referência.

terça-feira, 20 de Outubro de 2009

PRIMEIRA REUNIÃO DO DÉCIMO MANDATO

A delegação no Presidente de competências próprias da Câmara é um dos assuntos sobre os quais o Executivo Municipal de Braga se propõe deliberar na sua primeira reunião do décimo mandato, a realizar sexta-feira (23 de Outubro).
De acordo com o estipulado legal, a Câmara, com reserva de matérias expressamente mencionadas, pode delegar no presidente o exercício de competências atribuídas ao órgão, mediante a delegação de poderes, que pode estender-se ao vice-presidente «nas faltas e impedimentos» do titular.
Como exemplos podem citar-se a constituição da propriedade horizontal, a aprovação de projectos relativos a unidades comerciais de dimensão relevante, o licenciamento de operações urbanísticas, expropriações amigáveis, aprovação de regulamentos para venda em hasta pública de bens imóveis patrimoniais, ou a segurança e comodidade do trânsito nas ruas e demais lugares públicos.
Nesta primeira sessão, em que a Vereação fixa a periodicidade das reuniões, vão ser nomeados os conselhos de administração das empresas públicas municipais “TUB, EM” (Carlos Malainho, presidente; Cândida Alves e Artur Silva, vogais) e “BragaHabit, EM” (João Nogueira, presidente; Henrique Moura e Palmira Costa, vogais).
Será ainda deliberado sobre a renovação de comissões de serviço dos directores municipais de Gestão Urbanística (Alberto Fernandes), de Planeamento e Ordenamento (Luciano Dias) e de Gestão Administrativa (Miguel Pedro Guimarães) e nomeado o novo director municipal de Obras e Serviços Urbanos (Rogério Magalhães).
A fixação do número de vereadores em regime de tempo inteiro, que o Presidente propõe sejam cinco, e as remunerações dos membros dos conselhos de administração das empresas municipais, «em valor idêntico aos dos vereadores em regime de permanência», são outros assuntos a tratar na circunstância.
A Câmara Municipal de Braga, além de Mesquita Machado, que preside, é composta por Vítor Sousa, Ilda Carneiro, Hugo Pires, Palmira Maciel e Ana Paula Morais, eleitos pelo Partido Socialista, e Ricardo Rio, Manuel Rocha, Filomena Bordalo, Serafim Rebelo e Américo Afonso, em representação da coligação eleitoral “Juntos por Braga”.

segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

SÓ PARA CONSTAR:
SPORTING DE BRAGA CONTINUA LÍDER NA EUROPA...

«No espaço geográfico do continente, os minhotos são únicos a liderar só com vitórias. No mapa da UEFA, só o Maccabi Haifa (Israel) faz igual. Sete jogos, sete vitórias. O registo, como se sabe, confere ao Sporting de Braga o direito de comandar a Liga portuguesa, e, no universo geográfico das primeiras divisões europeias, já não há um líder como os minhotos. Barcelona (Espanha) e Fenerbahce (Turquia) estavam no segmento dos minhotos, mas tropeçaram no fim-de-semana e já não são primeiros classificados apenas com triunfos. No quadro dos campeonatos principais das 53 federações que integram a UEFA, o Sporting de Braga mantém, ainda, a companhia dos israelitas do Maccabi Haifa, que somam seis vitórias em seis jornadas. De resto, e geograficamente, na Europa, os minhotos são mesmo os únicos que só acumulam triunfos em jogos de campeonato». [Paulo Horta/A Bola].

sábado, 17 de Outubro de 2009

MAIORCA: DANÇA DE PAULO RIBEIRO,
MÚSICA DE CHOPIN, INTERPRETAÇÃO DE PEDRO BURMESTER

Com música de Chopin interpretada ao vivo por Pedro Burmester, “Maiorca” é a obra que Paulo Ribeiro apresenta a 27 de Outubro (21h30) no palco principal do Theatro Circo, três anos após a reabertura da sala de espectáculos bracarense.
Viagem sexuada à volta da geografia mental do turista infinito Fernando Pessoa, “Maiorca” surge na sequência do díptico “Masculine” (2007) / “Feminine” (2008) e desenvolve-se a partir dos 24 prelúdios de Chopin e desse tenebroso Inverno que o músico passou, doente e desamparado, em Maiorca, com George Sand.
Cumpridos 25 anos sobre a concepção da sua primeira coreografia, Paulo Ribeiro aceitou o desafio já anteriormente lançado por Jorge Salavisa, de, conjugando o movimento vigoroso do coreógrafo com o romantismo de Chopin, dar “corpo” a “Maiorca”.
«Ao longo destes anos reuni muitas formas de compor, muitas acuidades, que me têm permitido criar vitalidade de emoção e sentido», explica o autor, que, com este projecto, pretende «voltar à essência que é criar dança à dimensão da música, (…) sem reivindicar a racionalidade, tantas vezes redutora, da razão».
Assim, numa produção da Companhia Paulo Ribeiro, interpretada por Marta Cerqueira, São Castro, Gonçalo Lobato, Pedro Mendes, Romulus Neagu e Erika Guastamacchia, o coreógrafo cria dança à dimensão da música, convocando o público para uma arte que não se restringe às particularidades de cada um.
Bailarino em várias companhias belgas e francesas, foi nos palcos que Paulo Ribeiro deu os primeiros passos de um percurso que culminou num dos maiores nomes da coreografia internacional e na gestão de uma das mais prestigiadas companhias europeias de dança contemporânea.
Companhia residente do Teatro Viriato (Viseu), a Companhia Paulo Ribeiro já criou cerca de duas dezenas de produções que despertaram sempre o interesse da crítica e do público, somando actualmente mais de três centenas de apresentações, para uma audiência global que ronda as 75 000 pessoas.
Ingressos, a 10 euros, disponíveis na bilheteira do Theatro Circo.
Mais informação: Luciana Queirós da Silva (
luciana.silva@theatrocirco.com) ou em www.pauloribeiro.com, www.theatrocirco.com, e no “call center” 253 203 800.

sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

Mesquita Machado empossado presidente pela décima vez
NOVA CÂMARA INSTALADA A 20 DE OUTUBRO

A Assembleia Municipal de Braga procede terça-feira (20 de Outubro) à instalação do novo Executivo autárquico, numa cerimónia agendada para as 17h00, no salão nobre do Theatro Circo.
Para o acto, que marca o início de um novo mandato de quatro anos, o reeleito Presidente da Câmara Municipal de Braga, Mesquita Machado, vai convidar a população bracarense a nele participar, o que fará através da imprensa local.
De acordo com os resultados das eleições de 11 de Outubro, o Partido Socialista, que revalidou a maioria absoluta, assume seis dos 11 lugares na Vereação, mantendo a presidência da Câmara Municipal com maioria absoluta.
Assim, eleitos pelo PS, são chamados a tomar posse os vereadores Vítor Sousa, Ilda Carneiro, Hugo Pires, Palmira Maciel e Ana Paula Morais.
Em nome da coligação de direita “Juntos por Braga” – composta por representantes do Partido Social Democrata, Centro Democrático Social/Partido Popular e Partido Popular Monárquico – são empossados Ricardo Rio (PSD), Manuel Rocha (CDS/PP), Filomena Bordalo (PSD), Serafim Rebelo (PSD) e Américo Afonso (PSD).
À eleição da Câmara Municipal concorreram ainda a coligação de esquerda “Coligação Democrática Unitária” (CDU), o Bloco de Esquerda (BE) e o Movimento Partido da Terra (MPT), não tendo nenhum deles alcançado qualquer representante no Executivo.
Instalada que seja a Câmara, a Assembleia Municipal de Braga reúne-se sexta-feira (23 de Outubro), a partir das 21h30, no Auditório do Parque de Exposições, para proceder à tomada de posse dos membros ora eleitos.
Continuando embora sob a presidência do socialista António Braga, o colégio municipal de Braga, composto por 125 membros, passa a ser composto a partir de então por 28 eleitos do PS, 26 da coligação de direita, cinco da coligação de esquerda e quatro do BE. A estes juntam-se, por inerência, os 62 presidentes de Junta de Freguesia.
Refira-se que na circunstância não é empossado o Presidente da Junta de Freguesia de Guisande, localidade que repete as eleições a 25 de Outubro, em virtude de um empate entre o PS e a coligação “Juntos por Braga”, ratificada pela Assembleia de Apuramento.

"LA TRAVIATA"... EM THEATRO CHEIO

“La Traviata”, de Verdi, é a obra que a Orquestra e a Ópera Nacional da Moldávia apresentam a 21de Outubro (21h30) na sala principal do Theatro Circo.
Com libreto a partir do romance “A Dama das Camélias”, de Alexandre Dumas (filho), “La Traviata” narra, em três actos, a trágica história de Violetta, cobiçada cortesã parisiense que vive um amor impossível pelo jovem Alfredo Germont.
Embora prometida ao barão Douphol, Violetta Valéry não fica indiferente quando Alfredo Germont a confronta com os seus sentimentos. Decididos a assumir o relacionamento que os une, os dois jovens partem para uma casa de campo nos arredores de Paris onde iniciam uma nova vida, custeada pela venda de diversos bens de Violetta.
Descontente com o envolvimento do filho com uma mulher de reputação mundana, Giorgio Germont suplica a Violetta que abandone Alfredo para sempre, pedido, a que, muito a contragosto, acaba por atender. Perante a ausência de Violetta, Alfredo desconfia da traição da amada que chega a uma festa acompanhada pelo barão Douphol, a quem, mentindo, diz amar.
Doente e empobrecida, Violetta recebe uma carta de arrependimento de Giorgio Germont, que, embora pretenda promover a reconciliação do filho com a sua amada, talvez seja demasiado tardia para o reinício de uma vida a dois.
Considerada a grande ópera de Verdi devido à sua densidade sentimental, esta história de amor e morte é, na circunstância, interpretada por uma companhia de 120 elementos, que, pelas vozes magníficas, grande dramatismo na representação e rigor orquestral, se distinguem no cenário cultural e musical da Moldávia
Conduzida nesta apresentação pelo maestro italiano Giovan Batista D’Asta, a Ópera Nacional da Moldávia estreou-se em 1956 com a Ópera “Grozovan”, de Gershfeld, e, para além de diversas digressões pela Europa, Ásia e América, tem vindo a contribuir para a formação de várias gerações de cantores de ópera.
Ingressos, a 25, 27 e 30 euros, disponíveis nas bilheteiras do Theatro Circo.
Mais informação:
Luciana Queirós da Silva (
imprensa@theatrocirco.com ou 913 093 094) ou em www.classicstage.pt, www.theatrocirco.com, reservas@theatrocirco.com e no “call center” 253 203 800.

quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

BACALHAU, PAPAS, ABADE DE PRISCOS E VINHO VERDE... BRAGA À MESA!

A Câmara Municipal de Braga tem abertas as inscrições para a terceira edição do “Braga à Mesa”, evento de âmbito gastronómico e enológico que visa «potenciar o desenvolvimento das actividades económicas, nomeadamente as instaladas no centro histórico, associadas à restauração e ao comércio».
As unidades de restauração interessadas – cumprindo o regulamento para o efeito estabelecido – devem formalizar a sua adesão junto do Posto Municipal de Turismo (
turismo@cm-braga.pt ou 253 262 550), isto até sexta-feira (16 de Outubro).
Decorrendo nos fins-de-semana (sábados e domingos) de 31 de Outubro a 29 de Novembro, regista já a adesão de mais de meia centena de unidades de restauração de matriz tradicional bracarense, identificadas pela garantia de qualidade dos produtos e serviços que oferecem.
A par do “Bacalhau à Braga”, das “Papas de Serrabulho”, do “Pudim Abade de Priscos” e do Vinho Verde, nesta edição impõe-se, igualmente, o “Arroz de Pato” e o “Cabrito à Moda de Braga”, pratos que cada restaurante aderente, devidamente identificado, deve disponibilizar nos dias em referência.
«Obviamente que não impomos que cada unidade de restauração que aceita aderir ao “Braga à Mesa” disponibilize na sua carta todos estes pratos em todos os dias do evento; tal como não impomos qualquer preço; condicionamos, sim, que, nestes dias, cada restaurante apresente nas suas sugestões pelo menos um destes pratos identificativos da cozinha de Braga, a par dos vinhos verdes, das entradas típicas e… obviamente… o Pudim Abade de Priscos”», explica Ana Paula Morais.

quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

JARDIM ZOOLÓGICO DE CRISTAL NO THEATRO CIRCO

Uma justa sinopse da peça pode partir da descrição das quatro personagens, pela mão do próprio autor Tennessee Williams: a mãe Amanda Wingfield, a filha Laura, sua dependente tardia, o filho Tom, “homem da casa”, mais um cavalheiro convidado, Jim O'Connor, para uma vaga há muito desejada. A peça conta o afastamento destas personagens e o encontro, desgraçadamente bem sucedido, de Laura e Jim. Uma co-produção do Theatro Circo, Ao Cabo Teatro, Centro Cultural Vila Flor (Guimarães), Teatro Viriato (Viseu), Teatro Aveirense e As Boas Raparigas... (Porto), encenada por Nuno Cardoso. A 20 e 21 de Novembro, na sala de Braga.

MUNICÍPIO DE BRAGA NOS "COMBOIOS DO SÉCULO XXI"

O eleito Presidente da Câmara Municipal de Braga comprometeu-se esta terça-feira (13 de Outubro) a apoiar as acções de sensibilização sobre a utilização do comboio como meio de transporte ecológico que venham a ser promovidas nesta cidade pela “Associação Comboios do Século XXI”.
Este e outros compromissos foram assumidos durante uma audiência que concedeu a esta entidade sem fins lucrativos sediada em Braga, tendo Mesquita Machado sugerido que lhe seja remetido um plano do trabalho de sensibilização que aquela se propõe desenvolver no contexto do seu objecto.
A Associação Comboios do Século XXI tem a sua génese na luta dos utentes da linha de Braga pela melhoria das viagens entre esta e a cidade do Porto, tendo começado por um protesto contra a alteração de horários, em Março de 2007.
De acordo com o enquadramento que Cândido de Oliveira e José Pedro Santos fizeram a Mesquita Machado, algumas das pessoas que lideraram esse protesto começaram a conversar sobre o assunto que lhes era comum e, em Janeiro de 2008, nasceu a informal Comissão de Utentes da Linha Braga/Porto (CULBP), reunida sobretudo em torno do blogue “Braga-Porto em 40 minutos”, que promoveu uma petição dirigida à Assembleia da República visando a melhoria do serviço ferroviário naquela linha, petição essa subscrita por mais de sete mil cidadãos. Os principais dinamizadores da CULBP, tomando progressivamente consciência de que o problema extravasava largamente a visão paroquial que inicialmente tinham, fundaram a “Associação Comboios para o Século XXI”, tendo por objectivo promover o meio de transporte ferroviário em geral.
Conforme estes dois responsáveis explicaram ao Presidente da Câmara Municipal de Braga, a Comboios XXI está a desenvolver um conjunto de acções que visam, por um lado, divulgar o comboio como o meio de transporte de eleição do nosso século, e, por outro, reivindicar acções concretas que confiram a esse meio o conforto e a rapidez adequados à satisfação de um crescente número de utentes.
Respondendo à pretensão que nesse âmbito lhe foi dirigida, Mesquita Machado prometeu envidar esforços no sentido de encontrar um espaço que possa servir de sede à Associação Comboios XXI, tendo disponibilizado de imediato o auditório da Casa dos Crivos para as reuniões dos seus órgãos sociais.
Este foi – reconheceram as partes – o início de uma colaboração entre o Município de Braga e aquela estrutura associativa em prol da utilização de «um meio de transporte a todos os níveis menos prejudicial para o meio ambiente».
Mais informação:
www.comboiosxxi.org

"MAIORCA", COM CHOPIN... E BURMESTER AO PIANO

"Maiorca" é um espaço habitado por muitas sensualidades que só fazem sentido quando são partilhadas. "Maiorca" é o princípio da ternura e da delicadeza... Uma ideia muito pessoal do romantismo visível e invisível! Com música de Chopin, interpretada ao vivo por Pedro Burmester. A 27 de Outubro, 21h30, na sala principal do Theatro Circo. Para maiores de 6 anos. A 10€. Mais informação: www.pauloribeiro.com.

terça-feira, 13 de Outubro de 2009

FUNDAÇÃO BRACARA AUGUSTA DEBATE
"ALGUMAS QUESTÕES PARA O SÉCULO XXI"

A Fundação Cultural Bracara Augusta continua a 23 de Outubro o seu IX Ciclo de Conferências dedicado à “Globalização”, designadamente a “Algumas questões para o século XXI”. Neste contexto, Maria Costa Lobo, investigadora do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e co-directora do projecto “Comportamento Eleitoral e Atitudes Políticas dos Portugueses”, é convidada a falar sobre “Novos Desafios de Cidadania na Sociedade Moderna”.
A abordagem deste sub-tema – que acontece às 21h30 de 23 de Outubro na Biblioteca Craveiro da Silva – é moderada por José Passos Palmeira, professor-auxiliar do Departamento de Relações Internacionais e Administração Pública da Universidade do Minho.
Esta nona edição do Ciclo de Conferências da Fundação Bracara Augusta continua a 30 de Outubro, no mesmo espaço, com “O Espírito do Capitalismo e os Direitos da Pessoa”, uma palestra de Manuela Silva e João César das Neves, moderada por Margarida Proença de Almeida.
De acordo com a Presidente da Fundação, os dois temas a ser tratados abordam questões fundamentais no funcionamento das sociedades democráticas em contexto de globalização.
«Na primeira conferência, sobre os desafios da cidadania na sociedade moderna, está em discussão o modelo de democracia, como o conhecemos a partir do século XIX até aos dias de hoje», adianta Maria do Céu Sousa Fernandes, lembrando que ele «tem sofrido um processo regular de mudanças, retrocessos e aperfeiçoamentos na busca de um modelo de representatividade e de cidadania que corresponda às novas necessidades da sociedade contemporânea, na qual as novas tecnologias, nomeadamente a internet, representam um dos grandes desafios que se colocam actualmente às sociedades democráticas».
Recentemente – diz –, a grave crise económica e a necessidade de regulação dos mercados levantou a questão da urgência de uma reflexão sobre o significado da democracia política e o papel das instituições democráticas.
Assim, na conferência sobre o espírito do capitalismo e os direitos da pessoa vai reflectir-se sobre as causas da crise do modelo capitalista, aparentemente «um efeito negativo da globalização».
«Pensou-se, erradamente, que poderia haver um crescimento ilimitado e sem qualquer regulação que teria sustentabilidade económica e financeira; este modelo neo-liberal de economia gerou grandes desigualdades entre ricos e pobres, concentração de riqueza e do poder e desequilíbrios entres Estados», sublinha Maria do Céu Sousa Fernandes.
A Presidente da Fundação Cultural Bracara Augusta considera que «é dentro do modelo de sociedade democrática que pode emergir um novo modo de regulação e distribuição da riqueza que se oponha ao individualismo neo-liberal e defenda a solidariedade e cooperação, encontro de culturas e abertura ao “outro”, como valores máximos da democracia.
Mais informação:
www.fcbracaraaugusta.org; fba@cm-braga.pt ou 253 268 180.

PINÓQUIO GANHA VIDA NO PALCO DE BRAGA

O velho Gepeto constrói Pinóquio, um boneco de madeira que deseja ser humano. Numa noite estrelada, uma fada azul dá vida a Pinóquio, começando então uma fantástica aventura que vai testar a coragem, lealdade e honestidade do boneco, virtudes que ele tem que aprender para se tornar um menino de verdade. Apesar dos avisos do seu esperto amigo Grilo Falante, Pinóquio envolve-se em sucessivas confusões, até que precisa de salvar Gepeto, que está preso dentro da barriga de uma baleia.
Música: Artur Guimarães Letras e adaptação: Liliana Moreira Encenação: Pedro Frias Coreografia: Joana Quelhas Figurinos: Ana Novais Cenografia: Paulo Soares Actores: Ricardo Bueno, Abílio Ramos, Nuno Marques, Bel Viana, João Guimarães, Isabel Silva, Catarina Santos, Joana Quelhas, Daniela Ferreira, Bianca Tavares e Bartira Barreto Som: Gustavo Almeida Luz: Emanuel Silva e Eliseu Morais
A 29 de Novembro, 15h00, no Theatro Circo.

PARABÉNS, CONSERVATÓRIO!

«O Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, de Braga, é a escola pública com melhor média nos exames do secundário, com 15,80 valores em 14 provas, mas a Secundária Aurélia de Sousa, segunda classificada, realizou 574 provas e obteve 13,49.
De acordo com dados do Ministério da Educação, os 14 alunos deste conservatório que fizeram o exame nacional de Português B na primeira fase obtiveram uma média de 15,80 valores, o que permite a este estabelecimento de ensino de Braga ocupar o primeiro lugar da lista, incluindo públicas e privadas.
A Escola Secundária Aurélia de Sousa, no Porto, apresenta a segunda melhor média entre as públicas, com 13,49 valores em 574 provas, mas surge apenas na 22.ª posição da ordenação nacional» (...).
[Lusa/Expresso].

«No Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, os alunos são motivados desde os seis anos a ler as pautas de música e este treino visual torna muito mais fácil ler um texto. A entrada tem por base a aptidão melodiosa.
A melhor escola no ensino de Português é uma escola de música, onde a entrada é seleccionada com base na aptidão melodiosa de cada um e, parecendo que não, os factos estão relacionados.
Pelo menos essa é a opinião do presidente do conselho executivo do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian (CMCG), em Braga. "No Português há a questão da leitura: os alunos habituam-se diariamente, desde os seis anos, a ler pautas de música escorreitamente e este treino visual - a leitura é isso, ver e interpretar - torna mais fácil ler um texto."
Para além da leitura, é privilegiada no CMCG a expressão escrita e são promovidos debates para treinar a oralidade. "O segredo está em ser o aluno a descobrir e não a apanhar com a 'receita'", frisou Carlos Alberto Pereira ao DN.
De resto, considera, o mérito é mais dos alunos que da escola. "No último ano que dei aulas de Português, os alunos 'obrigaram-me' a comprar as colecções todas infanto-juvenis porque eles liam aquilo tudo e depois pediam a minha opinião", recorda entre sorrisos.
Para o responsável, aliás, essa é uma verdade indesmentível, apesar de existirem opiniões contrárias: "Hoje lê-se cada vez mais, e muito na Internet."
Nesta escola rodeada de prédios bem no casco urbano da cidade dos arcebispos, há técnicas de aprendizagem que se destacam: "O aprender fazendo e a pedagogia do exemplo." Por isso, os alunos são incentivados a escrever muito. "O que é que o escritor faz? Escreve, e volta a escrever, e repete e escreve de novo. Depois os alunos ganham o gosto e entram em velocidade de cruzeiro."
A trave-mestra do CMCG é "a exigência", explica. Para Carlos Alberto Pereira, "quem enveredar pelo facilitismo destrói a escola, o futuro dos alunos e a dignidade dos professores". O responsável exemplifica: "Temos um protocolo com a Orquestra do Norte para alguns alunos poderem tocar com os seus profissionais. Essa possibilidade leva-os a estudar mais e mais e quando eles se habituam ao esforço, a não facilitar, aquilo rende. Qualquer um de nós, no nosso trabalho, se não facilitar, se der sempre o máximo, alcançará resultados."
A formação interdisciplinar com forte componente artística, as turmas pequenas (no máximo 20 alunos), a estabilidade do corpo docente, o forte apoio a alunos mais necessitados e a constante presença e participação dos pais são outras das razões que contribuem para que seja "uma escola singular". Além, claro está, de "um currículo que exige muito trabalho"».
[Guilherme Soares/DN].

"KINGS OF CONVENIENCE": DA NORUEGA, COM SABOR A BRASIL

Embora da Noruega, os "Kings of Convenience" – ou seja, a dupla Eirik Glambek Bøe e Erlend Øye – parecem chegados do Brasil. O novo disco tem por título “Declaration of Dependence”, ou não fosse a Música Popular Brasileira a sua influência maior. A descobrir no palco principal do Theatro Circo, a 2 de Novembro. Ingressos a 23€, 25€, 27€ e 30€. Mais informação: www.kingsofconvenience.com ou www.theatrocirco.com.


OBRIGADO POR ALIMENTAR ESTA IDEIA!

O Banco Alimentar de Braga promove a 28 e 29 de Novembro, nas superfícies comerciais da cidade, mais uma campanha de angariação de alimentos. O anúncio é feito a propósito da comemoração do primeiro aniversário da instalação desta estrutura de acção social em Braga, que acontece a 16 de Outubro, Dia da Alimentação.
Temporariamente instalado em Palmeira, o Banco Alimentar de Braga distribuiu até Setembro deste ano 251,6 toneladas de alimentos, que contemplaram 4 038 pessoas afectas a 55 instituições.
«Aproveitamos para agradecer a todos - voluntários, empresas, instituições - a pronta e bem oportuna colaboração que têm dado ao Banco Alimentar de Braga; sem eles tudo seria mais difícil», lembra a Comissão de Voluntários.
Dependendo unicamente do trabalho dos voluntários, a Comissão sublinha que estes são momentos importantes para congregar as pessoas de boa vontade num projecto de solidariedade voltado para as carências alimentares da comunidade.
Os voluntários interessados em colaborar com o Banco Alimentar contra a Fome, de Braga, devem inscrever-se através do correio electrónico voluntariosbancoalimentar.braga@gmail.com.