terça-feira, 14 de Julho de 2009

ECOPARQUE "SUBSTITUI" ATERRO SANITÁRIO DA SERRA DO CARVALHO

«Ecoparque Braval. É assim que, a partir de 6 de Agosto, vai chamar-se o actual aterro sanitário gerido pela Braval, que contempla os municípios de Amares, Terras de Bouro, Vila Verde, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho e Braga.
A necessidade de mudança da imagem da empresa surgiu de um novo paradigma no que concerne aos resíduos: a valorização. Trinta milhões de euros é quanto a Braval vai investir para deixar de ser um aterro sanitário e transformar-se num ecoparque.
Trata-se de um "momento histórico", segundo Pedro Machado, director-executivo da empresa intermunicipal. As verbas necessárias à concretização dos novos investimentos vão sair do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).
"Enquanto a Braval começou, há 13 anos, como aterro sanitário com uma estação de triagem, o novo ecoparque aposta no novo paradigma que é a valorização dos resíduos", explicou Pedro Machado.
Com a inovação, "a partir de agora, só o que não tem valor a nível de reciclagem é que vai para o aterro. Por isso, aquele equipamento passa de figura principal a mero figurante e as outras personagens passam a ser as unidades transversais agregadas e que visam valorizar os resíduos a montante", explica.
O novo ecoparque terá várias unidades que criam valor, como o ecocentro, a unidade de resíduos, equipamentos eléctricos e electrónicos, a unidade de valorização de biogás, a unidade de resíduos hospitalares, o canil intermunicipal e a central de valorização orgânica, a criar até finais de 2010. Em funcionamento estão já a unidade de produção de biodiesel, o armazenamento de resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos fora de uso, a unidade de resíduos hospitalares, e o ponto de recolha de pneus usados.
O novo projecto da Braval prevê, ainda, a criação de um canil/gatil intermunicipal com um espaço crematório que "vai permitir tratar os problemas resultantes dos animais que são deixados na rua, fenómeno que causa alguns embaraços ao nível da saúde pública"». [Pedro Antunes Pereira/JN]