sábado, 4 de Julho de 2009

PARQUE DA PONTE AINDA A TEMPO DE UMA BIBLIOTECA DE JARDIM

«A vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Braga abriu ontem [3 Julho] a temporada das Bibliotecas de Jardim, uma na Avenida Central e outra no Museu D. Diogo de Sousa. Segundo Ilda Carneiro, o Parque da Ponte pode abrir já em Agosto, podendo acolher a Biblioteca de Jardim que por agora está no Museu D. Diogo de Sousa.
Ilda Carneiro considera que o projecto das Bibliotecas de Jardim foi bem conseguido e está consolidado. «À semelhança dos últimos anos, vai funcionar uma na Avenida Central e outra no Museu D. Diogo de Sousa. Mas quando o Parque da Ponte estiver pronto, em princípio, a Biblioteca de Jardim do Museu D. Diogo de Sousa muda-se para ali», avançou.
A vereadora da Cultura lembrou que o espaço está a ser requalificado e a ideia é dinamizá-lo, para já com a Biblioteca de Jardim; mas no futuro a Câmara Municipal de Braga tenciona colocar ali uma biblioteca permanentemente.
Por agora, em princípio, vai abrir em Agosto e, caso isso aconteça, a Biblioteca de Jardim que está no Museu D. Diogo de Sousa vai ser transferida para o Parque. De acordo com Ilda Carneiro, no futuro, o mais tardar no próximo ano, o Parque da Ponte vai ter uma Biblioteca de Jardim. «Penso que é um espaço lindo e relaxante, ligado à natureza e tem todas as condições para acolher uma iniciativa como esta», disse.
Questionada se não deveria haver mais espaços do género em outras zonas da cidade, a vereadora da Cultura considera que não se justifica. Até porque, em anos anteriores, já se fizeram experiências, nomeadamente em Lamaçães e outros locais e não resultou. «Os miúdos normalmente vêm com os pais à cidade ou vão para os ATL e fica muito pouca gente. Não há essa tradição. Por outro lado, agora, com a abertura da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, as pessoas vão para lá, onde se está muito bem. Tem ar condicionado, está fresquinho. Em anos anteriores, houve experiências no Fujacal, nas Andorinhas e em Lamaçães e não resultaram».
Por isso, a vereadora entende que não se justifica insistência em Lamaçães, apesar do aumento populacional. «As pessoas vivem em Lamaçães, mas têm tendência a vir para o centro. Mesmo os jovens e pessoas de idade, depois do almoço vêm para a cidade», garantiu Ilda Carneiro, tendo a concordância de Lélia Mouro Pinto, chefe de Divisão da Cultura da Câmara Municipal de Braga.
Bibliotecas cada vez mais procuradas

Ilda Carneiro explicou ainda que o pólo de Lamaçães chegou a ter alguma afluência por causa dos computadores, que eram praticamente novidade. «Não havia computadores nas escolas nem os postos de internet como os que actualmente existem pela cidade e muito menos em casa. Era uma forma de chamar as pessoas».
Apesar de não haver números certos, aos responsáveis da Cultura da Câmara de Braga, Ilda Carneiro e Lélia Mouro Pinto garantem que todos os anos há um crescimento de frequentadores dos espaços.
As Bibliotecas de Jardim vão funcionar até ao dia 30 de Agosto, sempre até às 19h00, todos os dias, incluindo aos fins de semana. As responsáveis sustentam que não se justifica o alargamento nem do horário nem para além do mês de Agosto.
À semelhança de outros anos, vai haver alguma dinamização nos espaços, com actividades relacionadas com o livro, nomeadamente incentivo à leitura e hora do conto, acções ainda por agendar.
Os livros são provenientes da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva. Nas Bibliotecas de Jardim não se pode levar livros para casa, uma vez que esta modalidade já existe na Biblioteca Municipal. Os jornais e as revistas são os mais procurados, principalmente de manhã». [
Francisco Assis/DM].