«Os vereadores da Câmara Municipal de Braga são chamados, na reunião da próxima quinta-feira, a ratificar a “abertura urgente” de um concurso público para a primeira fase da obra do Parque Urbano do Picoto, que o presidente Mesquita Machado autorizou no passado dia 8 de Agosto.
A empreitada em questão está orçada em 3,3 milhões de euros e a urgência da sua adjudicação é justificada com o facto de ser uma obra financiada pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional(QREN). A abertura do concurso público em período de “férias municipais” demonstra o interesse do executivo de avançar quanto antes com a execução deste plano, que havia sido publicado em Diário da República a 13 de Julho de 2010.
Em todo o caso, o Município precisa de garantir previamente a execução com sucesso da aquisição (expropriação) dos prédios integrados na área de intervenção, um processo que está a ser realizado sob a tutela do Tribunal de Braga. O projecto em apreço tem em vista a realização de “trabalhos de paisagismo em parques”, cujo programa de concurso e caderno de encargos foram disponibilizados para as empresas interessadas, tendo a totalidade das intervenções previstas uma estimativa de custo de três milhões e 322 mil euros, acrescidos de IVA.
A empreitada em apreço visa a execução de diversas infra-estruturas urbanas, nas quais se incluem arruamentos, passeios, espaços verdes e de utilização colectiva. Os espaços verdes de recreio e lazer que integram o Parque do Monte do Picoto totalizam 201.339 metros quadrados, que são constituídos por espaços naturais arborizados a manter e a criar, a proteger e a valorizar com jardins temáticos, jardins dos ecossistemas, percursos pedonais, pátios de repouso, ciclovias, arruamentos e ainda construções móveis de apoio ao Parque, nomeadamente sanitários e quiosques.
RENOVAÇÃO, NOVOS JARDINS E INFRAESTRUTURAS
Nas áreas verdes definidas na planta de implantação será feita a manutenção, plantação e renovação do coberto vegetal, o repovoamento com espécies autóctones, prados e relvados, a criação de jardins temáticos e de ecossistemas com espécies exóticas, sendo o movimento de terras e a construção de muros de suporte reduzidos ao essencial.
A intervenção inclui ainda as infra-estruturas necessárias para o bom funcionamento desta área, com implementação das redes de abastecimento de água, saneamento, electricidade, telefones, águas pluviais, TV por cabo, iluminação, internet, sonorização, triagem de resíduos, assim como a rectificação da conduta de água potável tutelada pela Agere.
A zona em questão integra a reformulação do arruamento existente até ao topo, denominado Rua do Miradouro, praças, mirante, lugares de estacionamento automóvel e outros espaços de utilização temática. O percurso religioso estabelece ainda a ligação entre a capela do Parque de S. João da Ponte e a capela de S. Cristóvão, sendo intercalado por pátios de repouso. O percurso terá a largura de 2,5 metros, será construído em betuminoso asfáltico de cor ocre e deverá ser enquadrado com a modelação do terreno.» [José Carlos Lima, Diário do Minho]
