A 21.ª edição dos Encontro da Imagem arrancam já no próximo dia 16 de Setembro, tendo como tema central “Novas Visões – na fotografia social”. As exposições vão estar patentes ao público no Braga Parque, Casa dos Crivos, Torre de Menagem, Museu Nogueira da Silva, Espaço Pedro Remy, Mosteiro de Tibães, Museu D. Diogo de Sousa, Galeria Show Me e no Museu da Imagem.
Os pormenores do certame foram ontem apresentados em conferência de imprensa por Rui Prata, que se fez acompanhar pelos principais patrocinadores do encontro. Segundo foi sublinhado, a edição deste ano está orçada em 87 mil euros e foi fundamental o apoio atempado do Ministério da Cultura, através da Direcção Geral das Artes, do anterior Governo, que atribuiu um subsídio de 41 mil euros. Isso, realçou Rui Pratas, «permitiu-nos, com maior tranquilidade programar esta 21.ª edição».
«Será muito importante para a edição futura, que já está nas nossas cabeças, conhecer atempadamente, para termos alguma segurança e podermos assinar alguns compromissos», acrescentou. Por outro lado, disse ainda, a atribuição do subsídio com alguma antecedência permitiu também o estabelecimento de algumas parcerias com instituições, o que possibilitou a concretização de uma programação mais rica.
No que diz respeito ao tema escolhido para esta 21.ª edição dos Encontros da Imagem, Rui Madeira explicou que ele resulta do facto de hoje qualquer pessoa ser um potencial fotógrafo. «Os meios tecnológicos evoluíram de tal maneira que não necessitamos de conhecer técnica nenhuma para, com um simples telemóvel, realizar fotografias», disse. No entanto, acrescentou, a fotografia do documento social «tem vindo a ficar um pouco opaca no meio de toda esta euforia fotográfica ». «São imagens que muitas vezes são apagadas, são imagens que permanecem no computador», sustentou.
A título de exemplo, referiu o facto de hoje já praticamente não existir o “álbum de família”, que era um documento de memória extremamente importante. Mesmo assim, hoje ainda há projectos que continuam a fazer história e que documentam a sociedade actual de uma forma consequente. Nesse sentido, foi escolhido o tema do social para os Encontros da Imagem de 2011, mostrando vivências, desde os antigos países de Leste, até projectos de autores na- cionais, do México e do Brasil.
«Procurámos criar uma manta, não de retalhos, mas consistente de olhares actuais sobre a sociedade. Não são projectos avulso, mas sim de investigação fotográfica», salientou, dando como exemplo a exposição de José Pedro Cortes, que vai estar patente no Museu Nogueira da Silva. No campo das actividades programadas, o certame tem este ano uma oficina de moda, várias festas onde estão previstas projecções, uma exposição de livros, que será inaugurada no dia 30 de Setembro, na Livraria Centésima Página, uma conferência no dia 27 de Outubro, no Museu Nogueira da Silva e outras exposições. Entretanto, nesta conferência de imprensa, a vereadora da Cultura da Câmara de Braga elogiou a organização dos Encontros da Imagem, realçando que o «grande esforço» que tem permitido que o certame seja todos os anos cada vez melhor.
Antes de terminar, Rui Prata anunciou já que o tema para o próximo ano dos Encontros da Imagem está ligado à juventude. Em nome do município, Ilda Carneiro agradeceu ainda a todas as entidades que apoiam a iniciativa e que, desta forma, se tornaram parceiras dos Encontros da Imagem. Por outro lado, a autarca salientou também que este certame já não é apenas uma referência cultural ao nível da cidade, como também a nível nacional e internacional.
«Acho que todos nós, bracarenses, nos devemos orgulhar de ter os Encontros da Imagem e de termos conseguido mantê-los ao longo de todos estes anos», salientou. Por fim, a vereadora da Cultura confessou que o tema escolhido para este ano toca-lhe particularmente. Na sua opinião, hoje as pessoas vivem muito na base do materialismo e acabam por não reflectir em questões de grande importância, como é a parte social. Em representação do Braga Parque, Ana Rodrigues disse ser um orgulho receber mais uma vez os Encontros da Imagem, salientando que, nesta edição, será possível apreciar a mostra fotográfica de Virgílio Ferreira, que foi o vencedor do Prémio “Emergentes DST” do ano passado. [José Carlos Ferreira, Diário do Minho]

