A organização dos Encontros da Imagem revelou ontem que a segunda edição do Prémio Emergentes DST” recebeu um total de 290 candidaturas, das quais 200 foram validadas e 70 foram apuradas para a fase final. Segundo foi salientado, para além de Portugal, foram recepcionadas candidaturas vindas do Brasil, França, Inglaterra e Espanha.
Os números foram divulgados na conferência de imprensa que serviu para apresentar o certame mais antigo em Portugal dedicado à fotografia. Aos jornalistas, Ângela Ferreira sublinhou que este é já um prémio de grande destaque e de prestígio, representa um encontro ímpar entre os Encontros da Imagem a empresa DST, e é um impulso a quem pretende encontrar o seu lugar na fotografia.
Segundo explicou, este foi um prémio pensado especialmente para autores revelação que vão, desta forma, submeter os seus projectos a um leque variado de críticos, oriundos de vários quadrantes. Para além do valor pecuniário, que é de 7.500 euros, está também englobado no prémio uma exposição individual nos Encontros da Imagem do próximo ano. No que diz respeito aos críticos que vão fazer a leitura dos 70 portefólios, Ângela Ferreira realçou que eles são de várias galerias, oriundos, não só de Portugal, como também da Alemanha, Dinamarca, Estados Unidos da América, Inglaterra, França, Brasil, Polónia, Espanha e Suíça.
Segundo explicou ainda, o vencedor da segunda edição do Prémio “Emergentes DST” vai ser conhecido numa gala agendada para 4 de Outubro, às 21h00, no Theatro Circo, em Braga. Nesse espectáculo, que se pretende seja um momento de celebração da fotografia, vão ser projectadas imagens dos 20 finalistas que os críticos vão apurar dos 70 seleccionados para esta fase final. Após o anúncio do vencedor do prémio nesta edição, está previsto um concerto pelos Bala.
Em representação da empresa DST, Margarida Pereira fez questão de salientar o facto do Prémio “Emergentes DST” ter registado na sua segunda edição o dobro das propostas recebidas na sua edição inaugural. «A duplicação do número de candidaturas superou as nossas melhores expectativas.
Mais de 75 por cento das propostas recebidas são provenientes de fotógrafos internacionais, o que demonstra a crescente reputação que o prémio evidencia além-fronteiras», sustentou. A mesma responsável justificou a aposta do Grupo DST neste projecto, destacando a importância da valorização da cultura enquanto veículo de promoção dos valores humanistas. Aliás, a directora de comunicação do Grupo DST salientou que esta empresa continua a apostar no que acredita ser a paixão pelo belo como fonte de criatividade e inovação.
No actual momento, sustentou, é «fundamental sublinhar o mais profundo de nós, que está sempre ancorado nas literacias da beleza, da literatura, do teatro, na fotografia, nas artes em geral, na filosofia e nas humanidades». «O investimento contínuo da DST no conhecimento e na formação permitiu-nos evoluir da indústria da construção, para a indústria da engenharia e entrar em diferentes negócios », realçou. [José Carlos Ferreira, Diário do Minho]

